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Politica Brasil
Terça - 27 de Novembro de 2007 às 17:36
Por: Simone Alves

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O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Lutero Ponce, disse nesta terça, em entrevista coletiva, que, enquanto primeiro-secretário da Mesa Diretora, entre 2005 e 2006, assinava cheques sem saber quais despesas seriam pagas. Ele usou a mesma estratégia do presidente Lula de se desvincular das irregularidades e dos escândalos políticos, mesmo os acusados estando ao seu redor. Lutero também foi responsabilizado por supostas fraudes praticadas na gestão Chica, que teve as contas de 2006 rejeitadas, por unanimidade, pelos conselheiros do TCE, em sessão nesta terça. De 53 irregularidades, apenas cinco foram sanadas.

Negativas como, por exemplo, “nunca na história deste Estado”, “jamais na história desta Casa” e até “eu não sabia” foram usadas várias vezes pelo presidente da Câmara, durante a coletiva. “Primeiro, quero esclarecer que, como primeiro-secretário, jamais fui ordenador de despesas. Tudo o que eu recebia, já chegava em minhas mãos revestido de legalidade”, declarou.

Lutero argumentou que sempre seguiu a Lei Orgânica do Município, quando fala que a função de primeiro-secretário é apenas de assinar cheques, juntamente com o presidente. Questionado sobre o fato do Regimento Interno informar que o primeiro-secretário é co-responsável pela emissão de notas fiscais, Lutero respondeu que se baseia na Lei Orgânica do Município. “A Lei Orgânica é bem maior que o Regimento Interno. O primeiro-secretário tem a função de só assinar cheques. Com exceção do presidente, as outras funções da Mesa Diretora são fictícias”, disse.

O vereador que trocou o PP pelo PMDB disse que chegou a questionar alguns pagamentos, mas sempre obteve justificativa. Perguntado se alguma vez estranhou a compra de roupas de luxo, como gravatas e echarpes, Lutero desconversou. “Não era estranho, porque eu não participava da comissão de licitação, portanto, não tinha porque duvidar do que me passavam. Na época não havia denúncia. Nem tinha como saber o que é echarpe”, ironizou.

Lutero não transferiu, diretamente, a culpa da existência de 53 irregularidades no balancete da Câmara, sendo cinco justificáveis, mas afirmou que se sente linchado. “Por quatro anos fui ordenador de despesas do Instituto de Metrologia e Qualidade (Imeq) e nunca houve sequer ressalvas sobre o orçamento. Agora, na Câmara, me sinto linchado politicamente”, disse o presidente.





Fonte: RD News

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