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Terça - 20 de Novembro de 2007 às 22:13

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SÃO PAULO - Em 2002, o corintiano Rogério sentiu o poder das pedaladas de Robinho. Era jogo decisivo do Campeonato Brasileiro e o craque santista deu o drible que o caracterizou desde então. O tempo passou, a jogada desfilou campos estrangeiros e, cinco anos depois, Robinho, agora com a camisa amarela, sonha voltar a atuar bem no estádio em que o Santos conquistou seu primeiro título brasileiro. E, claro, com o drible que é sua marca. Em cima de quem? De Lugano, se ele der brecha.

“Ele já me marcou algumas vezes e vou tentar pedalar pra cima dele”, admitiu o atleta, que não esconde a admiração pelo ex-jogador são-paulino. “Ele é um bom jogador e uma boa pessoa.” Robinho admite que a seleção não está rendendo como deveria. Por isso, pede paciência ao torcedor que comparecer hoje ao Morumbi. Que ninguém espere uma noite de espetáculo. “Se conseguirmos vencer e jogar bem, melhor ainda, mas não tem espetáculo melhor que a vitória.” O discurso é parecido com o dos companheiros. Com o do técnico Dunga.

Ele sabe, no entanto, que a seleção precisa melhorar muito e que mesmo um empate nesta quarta-feira será péssimo para os brasileiros. “A torcida tem de ter paciência porque o Uruguai é um adversário complicado. Mas sabemos como são os torcedores e temos de jogar com tranqüilidade”, disse o atleta, conhecedor dos impacientes fãs paulistas.

Conhecedor e mesmo assim feliz. Ansioso por voltar ao Morumbi, local da famosa pedalada de cinco anos atrás. “Vai ser um reencontro bom, já que muitos jogadores foram criados em São Paulo”, falou. “Todas as vezes que joguei no Morumbi eu fui bem”, contou, lembrando principalmente do título nacional.

Jogo de paciência

Robinho só não quer que a responsabilidade pela vitória brasileira recaia sobre suas costas. “A seleção não é apenas Ronaldinho Gaúcho, Kaká ou Robinho. A responsabilidade é de todos”, falou. “Quando todos jogam, a tabela e as jogadas saem.” A camisa santista já não faz parte do uniforme. Os anos passaram, Robinho não teve um bom início de Real Madrid (quando se transferiu para o clube espanhol em 2005) e, mesmo em 2007, de volta à boa fase, foi pivô de uma confusão antes da Copa América, quando revelou desejo de participar dos últimos jogos do Real no Campeonato Espanhol ao invés de se apresentar prontamente à seleção. Nada disso abalou o prestígio do craque das pedaladas.

“Estou vivendo momento bom no Real e espero continuar assim na seleção”, falou Robinho, que já sabe para quem dedicar o gol caso ele saia na noite de hoje: seu primeiro filho, que nasce em dezembro. “Vai ser para ele”, garantiu.




Fonte: Estadão

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