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Economia
Segunda - 12 de Novembro de 2007 às 08:09
Por: Débora Siqueira

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Pagar contas, fazer compras ou investir? Às vésperas de receber o 13º salário, trabalhadores com carteira assinada já planejam como gastar o abono salarial que será pago até o dia 20 de dezembro para as compras de Natal. A ocasião é por si só tentadora. É neste período que as lojas investem em promoções com pagamentos parcelados a perder de vista, vitrines que encantam os olhos, músicas natalinas pelas ruas, enfim, todo um clima de sedução para aguçar os sentidos do consumidor e fazê-lo tirar a mão do bolso e gastar o dinheiro com presentes.

Mas os economistas alertam para a precaução com o consumo desenfreado. Para o consultor financeiro Saulo Gouveia, o 13º salário deve ser usado para despesas típicas de começo de ano como matrícula escolar, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de investimento. "Com R$ 100 a pessoa consegue comprar ações na bolsa de valores. É só se interessar em começar o ano com ativos".

Gastar todo o dinheiro em presentes não é uma atitude recomendável, mesmo que o consumidor não tenha dívidas pendentes. Saulo Gouveia pondera que o hábito de comprar pelo prazer não agrega valor à vida. "Tem muita gente que compra livro e revistas, mas não lê. Adquirem novos celulares sem necessidade, fazem isso em nome do consumo". Para o economistas, o brasileiro é um povo que não cultiva o hábito de uma educação financeira.

A professora Genir Siqueira é um exemplo de quem planeja como utilizar o 13º salário desde o início do ano. Ela pensa em gastar o dinheiro com compras e pagar dívidas. Às vezes faltam recursos para concretizar tantos desejos. "A minha prioridade são as dívidas, mas tenho que comprar lembrancinhas para os meus netos, filhos, marido e pais".

O servidor público José Cândido também deve utilizar o dinheiro extra para pagar débitos pendentes e se sobrar, vai comprar presentes para parentes. O ano de 2007, ao contrário da previsão inicial dele, não foi muito bom em termos financeiros. Mas ele renova as esperanças com a descoberta de jazidas de petróleo no Brasil. "Se a economia crescer em 2008, será bom para todos".





Fonte: Gazeta Digital

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