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Economia
Quarta - 15 de Maio de 2013 às 12:08

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O Banco do Brasil teve resultado abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre, num desempenho afetado por queda de receitas que minimizou o efeito de forte crescimento da carteira de crédito e queda nas provisões para perdas com calotes. O maior banco da América Latina teve lucro líquido recorrente de R$ 2,685 bilhões no primeiro trimestre, leve recuo de 0,7% na comparação anual e abaixo da média de previsões de cinco analistas apurada pela Reuters, que estimava um resultado ajustado de R$ 2,77 bilhões.

 

 

 

As receitas de intermediação financeira caíram 7,2% no primeiro trimestre sobre um ano antes e 3,2% na comparação com o quarto trimestre, para R$ 24,07 bilhões. A margem financeira bruta avançou 1,7% na comparação anual, mas recuou 8,4% sobre os três últimos meses de 2012.

 

 

 

Enquanto isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ajustada, um indicador da lucratividade de um banco, caiu de 19,7% no primeiro trimestre do ano passado para 17,4% nos três meses encerrados em março. O resultado foi o menor para esta linha do balanço em pelo menos quatro anos. No quarto trimestre, a rentabilidade do BB havia sido de 21,2%.

 

 

 

O governo da presidente Dilma Rousseff tem usado o Banco do Brasil como uma das ferramentas para uma retomada da economia, forçando redução de juros e tarifas em uma estratégia que tem sido questionada como muito arriscada por analistas da indústria financeira.

 

 

 

O banco encerrou o primeiro trimestre com um crescimento da carteira de crédito de 25,7% no Brasil, num ritmo acima das estimativas da instituição de expansão entre 16% e 20% nas concessões de empréstimos em 2013. A expansão também foi a mais forte desde o segundo trimestre de 2010.

 

 

 

Com isso, a carteira de crédito no Brasil somou R$ 547,29 bilhões no final do primeiro trimestre, avançando 4,1% sobre o quarto trimestre de 2012 e ficando acima da expectativa média de analistas de R$ 545,1 bilhões. Incluindo operações no exterior, a carteira do banco terminou março em R$ 592,7 bilhões.

 

 

 

A inadimplência medida por operações vencidas há mais de 90 dias recuou de 2,2% no primeiro trimestre de 2012 para 2%. O indicador de calotes futuros que considera financiamentos vencidos há mais de 60 dias também recuou, de 2,65% para 2,44%. A queda na inadimplência permitiu ao banco reduzir a provisão para perdas com crédito em 8,3% na comparação anual e em 9,8% sobre o quarto trimestre, para R$ 3,278 bilhões.




Fonte: Reuters

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