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Economia
Segunda - 22 de Outubro de 2007 às 07:39
Por: Valéria Cristina Carvalho

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Diferente do que acontece com a indústria do etanol, cuja rota de investimento tem excluído Mato Grosso, a indústria do biodiesel vem se desenvolvendo a passos largos no Estado. Só na Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) há 18 cartas consultas de empresas que pediram enquadramento no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) para ter direito a incentivos fiscais. Dessas, 15 já saíram do papel.

Operando, a todo vapor, está a Barralcool, de Barra do Bugres, com capacidade de produção de 57 milhões de litros do combustível por ano. Ao todo, essas usinas vão produzir até o primeiro semestre de 2008, segundo o diretor- executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Jorge dos Santos, 826 milhões de litros de biodiesel.

Outras duas empresas já procuraram o governo do Estado com intenção de se enquadrarem no Prodeic para instalar usinas de biodiesel, mas ainda não apresentaram carta consulta. São elas a Bunge e a Cooperativa Agroindustrial Centro-Oeste. O projeto da Bunge é para uma usina em Cuiabá, que fará o biodiesel a partir do óleo de soja, produzindo 123,12 milhões de litros por ano, com um investimento de R$ 10 milhões.

A usina da Cooperativa também será em Cuiabá, com produção de 114 milhões de litros utilizando óleo vegetal e gordura animal em um investimento de R$ 30 milhões. Mesmo sem apresentação da carta consulta, a Sicme já respondeu favoravelmente ao enquadramento no Prodeic, conforme o secretário-adjunto da pasta, Rodrigues Palma. Ele frisa ser comum as empresas primeiro fazerem essa sondagem para depois concretizar qualquer projeto.

Um dos maiores investimentos previstos entre as 18 cartas consultas é do grupo Amaggi, empresa da família do governador Blairo Maggi. Trata-se de uma usina de R$ 129,5 milhões em Lucas do Rio Verde, para produção de 108 milhões de litros do combustível por ano a partir de soja em grão.

A diretoria do grupo informou, via assessoria de imprensa, que o projeto do biodiesel foi estudado juntamente com a planta de esmagamento de soja em Lucas, porém, o empreendimento está sendo reavaliado "em função do preço do óleo de soja estar muito alto e do mercado internacional estar ainda indefinido sobre as políticas de exportação do biodiesel e impostos".





Fonte: Gazeta Digital

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