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Economia
Terça - 25 de Setembro de 2007 às 17:36

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Não é por acaso que grandes empresas como a Sadia, a Bunge, Amaggi e a dinamarquesa Dânica já estão instaladas numa cidade do interior de Mato Grosso e com apenas 19 anos de emancipação política. O município de Lucas do Rio Verde, 350 Km ao norte de Cuiabá, tem chamado a atenção de investidores por várias razões. Já é destaque na agricultura e na administração pública e agora está prestes a construir um dos maiores parques industriais do país. A expectativa é que as lavouras da cidade produzam na safra 2006/07 cerca de 750 mil toneladas de grãos. Apesar de pequena e emancipada recentemente, Lucas do Rio Verde é 100% pavimentada e conta com o segundo melhor IDH de Mato Grosso, 0,818.

Segundo o prefeito Marino Franz, a cidade já conta com um distrito industrial onde estão instaladas 800 empresas, mas ele alça sonhos bem maiores. “Nossa idéia é trabalhar em cima de arranjos produtivos. Aproveitar a matéria-prima até o final da escala e agregar valor ao produto”. De acordo com Marino a base de todo esse projeto de ascensão industrial é a elaboração do Plano Diretor de Lucas do Rio Verde. O projeto prevê e delimita as áreas residenciais e industriais dentro da cidade, bem como a construção de um anel viário que irá contornar o município.

Segundo o diretor nacional de originação da Bunge, Haroldo Gianezini, a unidade da multinacional está instalada na cidade desde a sua criação. Na opinião dele, Lucas do Rio Verde é hoje uma das melhores cidades do país para se investir e para se viver. “Desde que conheci essa cidade fiquei impressionado com o potencial econômico e industrial daqui e principalmente com a administração pública. A Bunge apostou em Lucas e não se enganou”, declara.

O parque industrial Senador Atílio Fontana fica às margens da MT 449 e está localizado a 8 quilômetros da região urbana da cidade. No local o número de trabalhadores impressiona. São 5 mil na construção civil. Somente a fábrica de rações para aves e suínos da Sadia, que será a maior da América do Sul, vai gerar cerca de 7 mil empregos diretos e outros 20 mil indiretos. Os investimentos totalizam R$ 1,3 bilhão.

Outra empresa que aposta no crescimento industrial de Lucas do Rio Verde é a Fiagril. Os negócios começaram com a venda de insumos agrícolas. Alguns anos depois a diretoria da empresa decidiu ampliar os trabalhos para armazéns gerais e agora está investindo no biodiesel. Foram injetados na nova usina, que promete ser a maior da região, cerca de R$ 45 milhões. A expectativa é transformar 120 milhões de toneladas de matéria prima (óleo de soja, algodão, girassol e gordura animal) em 135 milhões de litros de biodiesel por ano. A usina conta com equipamentos de ponta e será toda informatizada e inicialmente vai gerar 50 empregos diretos e 300 indiretos.

As obras da Amaggi no parque industrial de Lucas também estão bem adiantadas. A nova planta está situada em uma área de 54 hectares e terá aproximadamente 35 mil metros quadrados de construção. As obras da indústria de óleo degomado (bruto) e farelo e dos dois armazéns de 124 mil toneladas, estão em fase final. Foram investidos na unidade de Lucas R$ 130 milhões e a previsão é de esmagamento é de 1 milhão de toneladas/ano. Em fevereiro de 2008 a nova indústria já deverá estar funcionando.

De acordo com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, o município está passando por um grande processo de transformação, com a implantação das agroindústrias. “O esmagamento da soja, por exemplo, gera diretamente um valor agregado ao produtor e à indústria e, indiretamente, gera benefícios não só para a nossa cidade, mas para toda a região, através de impostos, geração de emprego e renda, aquecimento do comércio, entre outros”, pontua. O prefeito ainda acredita que a nova planta da Amaggi vai permitir que se crie uma nova opção de logística e, futuramente, uma nova praça de liquidação de preço para o produto.

Quando a indústria estiver em atividade serão gerados cerca de 150 empregos diretos, sendo que 90% com foco na área de produção e manutenção. Segundo estimativas, a cada emprego direto gerado, criam-se outros três indiretos.





Fonte: Assessoria da Prefeitura

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