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Nacional
Quinta - 12 de Julho de 2007 às 06:27

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O médico-perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Milson Souza Brige foi condenado a 16 anos de prisão no final da noite de ontem em Governador Valadares (MG). Ele foi denunciado pelo Ministério Público como o "mentor intelectual" do assassinato da também médica perita Maria Cristina Souza Felipe da Silva, em 13 de setembro do ano passado.

O julgamento de Brige terminou por volta das 2h desta quinta-feira, após 16h de duração. Quatro jurados votaram a favor da condenação contra três pela absolvição.

Após o julgamento, o médico foi levado para a delegacia de Governador Valadares, onde passará o restante da noite. Pela manhã, ele deverá ser levado ao presídio da cidade, segundo a Policia Federal.

Outras três pessoas foram presas em novembro pela Polícia Federal, que investigou o caso. Entre eles estavam o motorista aposentado José Alves de Souza e Ricardo Pereira dos Anjos, denunciados por participação na trama e por contratar o adolescente que matou Maria Cristina. Eles não foram julgados ontem.

Os três chegaram juntos ao tribunal na cidade do leste mineiro na manhã de ontem, mas os advogados de Souza e Anjos contestaram a formação do júri, o que motivou o desmembramento dos julgamentos pelo juiz federal Murilo Almeida.

O menor acusado pela PF como autor dos disparos cumpre medida socioeducativa em um centro de internação para menores em Teófilo Otoni (distante cerca de 100 km de Governador Valadares). A pena dele foi de até três anos de internação.

Conforme a denúncia, Brige, que já chefiou o setor de perícia do INSS na cidade e que tinha mais de 30 anos de trabalho no órgão, participaria de um esquema de fraudes à Previdência que vinha sendo investigado dentro do órgão.

Quem estava à frente dessas investigações era Maria Cristina, então chefe da Gerência de Benefícios do INSS em Valadares. Delegada da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, ela foi morta com três tiros ao sair de casa para o trabalho.

Brige foi denunciado por homicídio doloso duplamente qualificado porque teria encomendado a morte da colega.




Fonte: Folha Online

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