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Saúde
Sexta - 06 de Julho de 2007 às 21:11

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Uma combinação de dois medicamentos experimentais contra a Aids pode ajudar a controlar o vírus em pessoas contaminadas com as formas mais resistentes, disse na quinta-feira uma equipe internacional de pesquisadores.

O etravirine (ou TMC125) e o darunavir (TMC114) são fabricados pela Tibotec Pharmaceuticals, uma divisão da Johnson & Johnson.

Os testes com pacientes em 18 países mostram que se trata de uma arma para pessoas infectadas com formas resistentes do vírus HIV — cerca de dez por cento dos que ainda não foram tratados, segundo o artigo publicado pelos cientistas na revista médica Lancet.

"Este estudo é um dos testes clínicos sobre HIV/Aids mais significativos em nível mundial nos últimos anos", disse Williams Towner, do Kaiser Permanente do Sul da Califórnia, que trabalhou no estudo.

"Ele mostrou que quando as duas drogas são usadas em combinação, há uma boa chance de que o HIV seja controlado de forma muito efetiva em pacientes que têm o HIV avançado e resistente a múltiplas drogas", disse o artigo.

O TMC125 pertence a uma classe de medicamentos chamados inibidores de transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (NNRTI, pela sigla em inglês). O TMC114, que já foi aprovado e é vendido sob o nome de Prezista, é um inibidor de protease.

Esses remédios não curam a infecção, mas podem controlar a carga viral — ou seja, reduzir a quantidade do vírus no organismo. Uma carga viral maior normalmente implica mais sintomas da doença.

Classes diferentes de drogas contra o HIV atacam o vírus em estágios diferentes do seu ciclo de infecção e replicação.

"Tratar um vírus resistente com dois agentes ativos tem sido um mantra no cuidado do HIV há algum tempo", disse Towner.

"Acrescentar só um agente ativo para um paciente experimentando a falência de uma droga normalmente resulta em um desenvolvimento rápido e previsível de resistência a tal agente. Muito raramente os pacientes têm a chance de receber dois novos potentes agentes de investigação em um só teste clínico", acrescentou.

Nas pesquisas, chamadas de Duet 1 e Duet 2, os pacientes que recebiam as duas drogas em vez de uma tinham um melhor controle do vírus, que atinge quase 40 milhões de pessoas no mundo.





Fonte: Reuters

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