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Nacional
Quarta - 16 de Maio de 2007 às 04:27
Por: Débora Siqueira

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Policiais Federais de Mato Grosso paralisam as atividades nos dias 22, 23 e 24 de maio. A interrupção dos trabalhos se deve ao endurecimento das negociações do realinhamento dos salários com o governo federal. O Executivo não cumpriu o acordo de pagamento dos 30% restantes da negociação firmada no ano passado com os representantes da Polícia Federal (PF), Ministério do Planejamento e Ministério da Justiça. Em junho de 2006, os trabalhadores reivindicaram 60% de reajuste. Eles aceitaram receber 30% no ano passado e a outra metade em janeiro de 2007."O governo alega que não reconhece o acordo assinado anteriormente porque se tratava de outra gestão, sendo que o presidente e o ministro do Planejamento são os mesmos", reclama o presidente do Sindicato da Policia Federal de Mato Grosso (Sinpef/MT), Erlon Brandão.

As duas propostas apresentadas pelo governo federal foram descartadas pelos servidores. A primeira divide o realinhamento de 30% deste ano, em três parcelas de 10%, em 2008, e os mesmos percentuais em 2009 e 2010. A segunda prevê o desembolso do reajuste em 15% em 2008 e a outra metade em 2009. "Até aceitamos um novo parcelamento do realinhamento, desde que uma parte seja concedida ainda neste ano".

Brandão aponta que o governo não cumpriu integralmente a majoração de 30% no salário base. Os aumentos variaram de 5% a 22%. Um agente com mais anos de PF ganhava em média R$ 6 mil antes do acordo firmado com o governo. Com o reajuste concedido em 2006, o salário saltou para R$ 7,8 mil, a partir do último mês de janeiro era para ser R$ 9,6 mil. "Houve casos de pessoas que ganharam apenas R$ 200 a mais. Para dar esse aumento, o governo federal cortou gratificações".

Os três dias de paralisação comprometerão serviços importantes como pagamentos, controle de produtos químicos, protocolo, emissão de passaportes, registro e concessão de portes de armas de fogo, fiscalizações de serviços de segurança privada e tramitação de inquéritos policiais.

Civil - Amanhã, às 17h, policiais civis decidem em assembléia se entram ou não em greve nos mesmos dias dos policiais federais, caso o governo não apresente o projeto de reenquadramento da carreira. "Não vamos optar por tempo indeterminado senão o governo do Estado pode entrar com pedido de liminar contra a greve", avisa o presidente do Sindicato dos Agentes Policiais da Polícia Civil (Siagespoc), Cledson Gonçalves.

Com a reenquadração, o piso dos investigadores hoje de R$ 1.370 passará para R$ 2.330. Segundo o Siagespoc, 60% dos investigadores que estão na ativa possuem nível superior.




Fonte: Diáriode Cuiabá

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