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Repórter News - reporternews.com.br
Saúde
Quinta - 10 de Maio de 2007 às 13:46

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O consumo de 300 miligramas ou mais de aspirina por dia durante cinco anos seguidos pode prevenir o câncer do intestino, segundo os autores de um estudo publicado em uma edição especial da revista The Lancet dedicada à gastroenterologia.

Os autores do artigo destacam, no entanto, que os riscos potenciais do uso prolongado desta quantidade de aspirina e a disponibilidade de outras estratégias de prevenção alternativas impedem que o tratamento seja recomendado à população em geral.

Mas os benefícios podem superar os riscos, afirmam os autores, em indivíduos com um alto grau de propensão a desenvolver um câncer desse tipo.

O estudo foi feito por uma equipe dirigida pelo professor Peter Rothwell, do Departamento Universitário de Neurologia Clínica, da Radcliffe Infirmary, de Oxford.

Em colaboração com os pesquisadores originais - Richard Doll, Richard Peto e Charles Warlow - a equipe de Rothwell investigou os efeitos a longo prazo da aspirina acompanhando pacientes submetidos a dois exames clínicos no fim dos anos 1970 e começo dos 1980.

Os pesquisadores estavam interessados principalmente nos efeitos a longo prazo, já que os adenomas - pólipos pré-cancerosos que se acredita que a aspirina possa ajudar a reduzir - demoram pelo menos dez anos para se transformar em tumores de câncer.

O estudo demonstrou que o uso de aspirina durante cinco anos reduz a futura incidência do câncer do intestino em 37% no geral e em 74% durante o período de entre dez e 15 anos após o começo do tratamento.

Segundo uma análise baseada em outros estudos, o risco de câncer do intestino ou do reto parece também diminuir em entre 50 e 70% em pacientes que tomam altas doses de aspirina durante dez anos ou mais.

A análise mostra ainda que os efeitos benéficos da aspirina são consistentes independentemente de idade, sexo, raça ou país de origem dos pacientes estudados, e que o mesmo efeito é observado em indivíduos com um histórico familiar de câncer do intestino em parentes de primeiro grau.





Fonte: EFE

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