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Nacional
Quinta - 26 de Abril de 2007 às 23:10

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Em mais uma ação do "abril vermelho", a jornada de lutas do Movimento dos Sem-Terra (MST), cerca de 120 militantes invadiram, na madrugada de hoje, a fazenda Santa Cruz, no município de Mirante do Paranapanema, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado. O coordenador estadual Valmir Rodrigues Chaves disse que as ações irão continuar no que chamou de "maio vermelho".

O mesmo grupo tinha invadido, na segunda-feira, a fazenda São Francisco, na zona rural do município, e foi obrigado a sair da área por determinação da justiça. Parte dos sem-terra foi direto da fazenda desocupada para a nova área invadida. Na semana anterior, o grupo tinha invadido a fazenda São Luiz, em Presidente Bernardes. Durante a desocupação, os sem-terra foram acusados de matar três bois, depredar e furtar equipamentos. "Vamos continuar as ocupações até terminar o mês", disse o coordenador estadual Valmir Rodrigues Chaves. "Depois, vamos começar o maio vermelho", avisou.

Segundo ele, o movimento está cobrando uma antiga promessa do governo estadual de assentar 1.400 famílias no Pontal. "É uma promessa que veio do governo Covas, passou todo o governo do Alckmin e até agora não foi cumprida nem em parte." O líder disse que o número de famílias acampadas na região cresceu - já são mais de 2 mil - e o número de assentados nos últimos anos "foi tão insignificante que dá para dizer que é igual a zero."

Para Chaves, falta vontade política do Estado para arrecadar as terras devolutas da região. "Os processos avançam até um ponto e depois emperram e ficam enrolados." Ele disse que as fazendas invadidas estão em áreas de terras já consideradas devolutas. Parte da Santa Cruz, segundo ele, já foi transformada em assentamento. O movimento reivindica os 600 hectares remanescentes. "Se são terras devolutas, devem ser da reforma agrária, mas estão nas mãos de outras pessoas. Está certo isso?"

Acampados

Em Itapetininga, sudoeste do Estado, as 80 famílias do MST que haviam invadido a fazenda Reunidas Boi Gordo, no último dia 17, deixaram a área hoje e acamparam na margem da rodovia Raposo Tavares (SP-270). Os sem-terra cumpriram mandado de reintegração de posse dado pela justiça em favor dos administradores dos bens do grupo Boi Gordo, que teve a falência decretada. O coordenador do MST, Joaquim da Silva, disse que a empresa é devedora da União e que a área deve ser destinada à reforma agrária.





Fonte: AE

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