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Politica Brasil
Segunda - 26 de Fevereiro de 2007 às 05:05
Por: Téo Menezes

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Diante das medidas impopulares que tomou, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), garante que não decidiu se disputará ou não a reeleição. Assegura que só resolverá se pleiteia o comando do Palácio Alencastro somente em 2008.

Durante a realização do 100º mutirão realizado pela Prefeitura, no sábado (24), Wilson disse que a sua candidatura dependerá da melhora do desempenho da imagem do Executivo nas futuras pesquisas de opinião pública. O arco de alianças políticas a ser construído pelo PSDB também preocupa Wilson.

O prefeito teme que os grupos ligados ao governador Blairo Maggi (PR) e o PT do deputado federal Carlos Abicalil isolem o PSDB em 2008. Reconhecendo as dificuldades, Wilson faz mistério sobre a reeleição. "Não é hora de começar a tratar deste assunto. Isso ainda está cedo e precipitado", afirmou Wilson.

Enquanto o prefeito ainda analisa a viabilidade da reeleição, os seus adversários já colocaram a pré-candidatura na rua. O deputado-apresentador Walter Rabello (PMDB) e Abicalil não escondem interesse em pleitear o comando de Cuiabá pela primeira vez.

Ao comentar o interesse dos adversários, Wilson Santos já admite que espera a definição da eleição do ano que vem em dois turnos. Em 2004, ele venceu o ex-presidente estadual do PT, Alexandre Cesar, no segundo turno inédito na história de Cuiabá. Além da popularidade dos concorrentes, Wilson alega que o pleito de 2008 deve contar novamente com um grande número de participantes. Estima até 7 adversários.

Entre as medidas impopulares que Wilson tomou estão o projeto de aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) à iniciativa privada, a autorização para aumento do valor da tarifa do transporte coletivo e o veto ao aumento salarial dos servidores.

Mesmo evitando comentar o interesse na reeleição, Wilson já planeja um pacote de obras de mais de R$ 130 milhões. Ele quer dar "visibilidade" à gestão nos próximos meses por reconhecer que 2005 e 2006 foram marcados pelas medidas de controle fiscal do município. Se não disputar em 2008, Wilson tomará uma decisão rara para prefeitos que possuem a máquina pública na mão e descartam a reeleição.




Fonte: A Gazeta

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