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Educação/Vestibular
Quarta - 21 de Fevereiro de 2007 às 21:09

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Aproximadamente 45 mil estudantes deverão concluir este ano o ensino médio em Mato Grosso. Destes, apenas 5 mil conseguem ingressar no ensino superior nas universidades públicas. Os demais vão para a chamada “fila de espera”, brecados pelo vestibular. Os números, gritantes diga-se de passagem, foram apresentados pelo deputado Francisco Galindo (PTB) ao justificar a apresentação de um projeto de lei na Assembléia Legislativa, juntamente com os deputados João Malheiros (PPS) e José Riva (PP), propondo a criação do Programa Universitário de Mato Grosso.

Na prática, o projeto prevê a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais, em cursos de graduação nas instituições privadas de ensino superior no Estado. Pela proposta, o Promat ficará sob gestão da Secretaria de Estado de Educação e beneficiará alunos que comprovarem carência financeira; portadores de deficiência; ou serem professores da rede pública de ensino.

Irmão do reitor da maior universidade particular de Mato Grosso, a Universidade de Cuiabá (Unic), Galindo diz que a principal razão desta proposta é tentar sanar a grande divergência entre alunos que saem do ensino médio e os que conseguem entrar em uma universidade. “Hoje em nosso Estado existem 156.942 alunos matriculados no Ensino Médio. Então isso quer dizer que nós vamos ter aproximadamente 50 mil novos alunos prontos para ingressar no curso superior. E as grandes universidades, como a Unemat e a UFMT proporcionam apenas 5 mil vagas" - analisou Galindo.

Galindo disse que já conversou com o secretário estadual de Educação sobre a viabilidade da proposta. Também disse ter tratado do assunto com a secretária extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais, Flávia Nogueira, com o secretário de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro, e Fernando Caldart, da Ceprotec.

A matéria é considerada simpática do ponto de vista político. É vista como um caminho para abertura de novas vagas para estudantes no ensino superior. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PPS), foi um dos que declararam apoio à iniciativa. "Neste momento, já 45 mil estudantes vão sair do Ensino Médio e não terão condições de entrar em uma faculdade. Aí entra o papel do Estado em proporcionar esta alternativa" – disse. Porém, deverá enfrentar fortes resistência.

Contudo, a proposta deverá sofrer fortes resistências. A começar pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), considerada a entidade mais ativa do segmento. “Não vamos admitir que dinheiro público migre para os cofres das universidades particulares. Esse dinheiro deve ser usado para ampliar e melhorar a qualidade do ensino público nas universidades e também para expansão dos atuais campos e abertura de novos campus no Estado” – disse um dirigente, ao acentuar que o assunto deverá ser discutido pela diretoria do Sintep em conjunto com outras entidades.





Fonte: 24HorasNews

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