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Meio Ambiente
Sábado - 17 de Fevereiro de 2007 às 05:21

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WASHINGTON - O aquecimento global é secundário para os americanos, que não tomaram medidas para interrompê-lo, apesar dos indícios de uma futura catástrofe, dizem dois estudos apresentados hoje na Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS).

Segundo Anthony Leiserowitz, professor de estudos ambientais da Universidade do Oregon, os americanos estão convencidos de que a mudança climática é real, mas também afirmam que não é tão grave, e que os riscos estão em um futuro muito distante.

Em uma apresentação na reunião anual da Associação em San Francisco, Califórnia, Leiserowitz disse que embora apóie o investimento em fontes de energia renovável e as normas mais estritas de economia dos hidrocarbonetos, os americanos se opõem muito à aplicação de mais impostos para os combustíveis que emitem dióxido de carbono.

O cientista afirmou que, apesar de a mudança climática ter se tornado mais evidente nos últimos anos, para os americanos se trata de um problema secundário.

Mais urgentes são a guerra do Iraque, a economia, o atendimento médico, a educação e outras questões ambientais, como a poluição do ar e da água, declarou.

Estas conclusões estão baseadas em uma pesquisa de nível nacional realizada em 2003, e cujos resultados estão em livro sobre o assunto.

Na mesma reunião, outro grupo de cientistas denunciou que os EUA não fazem o suficiente para enfrentar uma catástrofe potencial da mudança climática, cujas conseqüências já são sentidas em regiões do oeste do país, onde nos últimos anos há uma crescente seca.

O governo dos EUA deveria considerar uma política nacional de seca para garantir o futuro abastecimento de água potável e para a agricultura, declararam os cientistas.

Segundo Jim Coakley, professor de ciências atmosféricas da Universidade do Oregon, embora muitos modelos da mudança climática prevejam um clima mais úmido em muitas partes do planeta, o potencial de secas em regiões como o sudeste dos EUA é preocupante.

O cientista disse que muitos rios desta região dependem do degelo mais que da precipitação pluvial, e a neve começou a diminuir nos últimos anos.




Fonte: EFE

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