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Politica Brasil
Domingo - 11 de Fevereiro de 2007 às 16:02

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Um dia depois de o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu ter dito que "ninguém vai fazer haraquiri no PT", numa crítica direta à proposta de refundação entoada até a semana passada pelo ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, a temperatura da crise no partido subiu. "O debate político não exige o suicídio de posições de ninguém", disse Tarso, em referência ao ritual japonês. "Nunca fui liderado por José Dirceu."

Na festa dos 27 anos do PT, em Salvador, Tarso procurou pôr panos quentes na briga. "Falar em guerra com o ex-ministro da Casa Civil é uma tentativa de desqualificar posições e vulgarizar questões de fundo. Isso não pode ser tratado como uma contenda individual", protestou o ministro. O grupo liderado por Tarso lança oficialmente amanhã o documento Mensagem ao Partido, com críticas à hegemonia do Campo Majoritário, que, segundo o manifesto, foi o responsável pela sucessão de crises na seara petista.

Exasperado com as críticas, Dirceu acabou obrigando o time de Tarso a recuar. Foram retiradas da mensagem expressões como "corrupção ética e programática" do PT e "refundação". Tarso disse não ter sido ele o responsável pela inclusão no texto da referência à corrupção ética e programática e muito menos por sua retirada. Quanto ao termo "refundação" - sua marca registrada -, o ministro disse que a supressão da palavra é uma algo "totalmente secundário". "As posições do nosso documento não ficaram prejudicadas por causa da retirada dessa palavra". Sobre anistia política para Dirceu, Tarso preferiu o silêncio. "Eu não posso me manifestar porque minha posição se confunde com a posição de governo".





Fonte: AE

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