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Economia
Terça - 19 de Dezembro de 2006 às 07:50

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Mais de 72 mil supermercados de todo o país estão obrigados a instalar leitores de código de barras para consulta de preços até quarta-feira (20), para facilitar a vida do consumidor. Mas de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), nem todos os estabelecimentos conseguirão cumprir o prazo, principalmente os de pequeno e médio porte.

O presidente da Abras, João Carlos de Oliveira, explica que os fabricantes de leitores não conseguem atender todas as encomendas, por causa do grande número de pedidos. “Infelizmente não poderemos estar com os terminais de consulta instalados em todas as lojas. Apesar de as indústrias terem aumentado suas linhas de produção, não conseguirão entregar todos os pedidos até o dia 20”, disse.

No caso dos pequenos e médios mercados, outro empecilho é o preço dos equipamentos, que varia de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, segundo Oliveira. Ele explica que a margem de lucro do setor costuma ser baixa, o que às vezes inviabiliza um investimento desse – a margem média foi de 1,6% no ano passado e 1,7% em 2004.

“Em um supermercado pequeno, isso é relevante. Digamos que ele venda R$ 100 mil por mês e gaste R$ 1,5 mil. Esse valor equivale a 1,5%. É praticamente o lucro médio anual da empresa, conforme os números que a Abras coleta todo ano”, avalia o presidente da associação.

Oliveira afirma que os consumidores não serão prejudicados mesmo que os terminais não sejam instalados no prazo, já que o preço pode ser expresso nas prateleiras e no próprio produto.

Os leitores de código de barra estão entre as novas regras de um decreto (nº 5.903) publicado em setembro deste ano. O documento obriga os estabelecimentos comerciais a informar o preço dos produtos de forma clara, precisa e legível. Os comerciantes podem optar por três recursos: etiqueta fixa na embalagem, código de barras e código referencial.

Caso opte pelo código de barras, o estabelecimento deve fixar etiquetas com informações como preço, característica e código perto do produto. Além disso, deve instalar máquinas para leitura a uma distância máxima de 15 metros dos produtos. Também é preciso indicar sua localização através de cartazes e disponibilizar croquis para os fiscais indicando o local dos terminais.





Fonte: 24HorasNews

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