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Economia
Segunda - 13 de Novembro de 2006 às 17:29

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O dólar comercial subiu pela segunda sessão consecutiva nesta segunda-feira, e atingiu R$ 2,17, seguindo a tendência de valorização da moeda no mercado internacional.

O leilão de compra de dólares do Banco Central e o declínio da Bolsa de Valores de São Paulo também contribuíram para que a moeda norte-americana subisse 0,84% no dia.

"O dólar lá fora está se valorizando frente a outras moedas desde cedo, e só vem aumentando a variação", comentou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.

"Além disso, tem as compras do BC. Hoje ele levou poucas propostas, mas tomou num nível alto, perto das máximas do dia", completou.

O dólar subia frente ao iene em reação ao comentário do chefe de política do partido governista do Japão, de que é contrário a uma elevação do juro no país —o que levantou dúvidas sobre o ritmo de crescimento japonês.

A moeda norte-americana também ganhava terreno sobre outras divisas com investidores embolsando ganhos, depois de temores sobre diversificação de reservas dos bancos centrais terem derrubado o dólar na sexta-feira.

Aqui, o BC segue firme na compra diária de moeda e nesta sessão aceitou quatro propostas, com corte a R$ 2,163. As reservas internacionais somavam US$ 79,8 bilhões na sexta-feira.

Segundo Battistel, alguns ajustes de posição de contratos futuros e uma presença menor de vendedores no mercado à vista também ajudaram o dólar a acentuar a alta.

"A expectativa para o fim do ano é sempre puxar um pouco mais, tem gente que corre para comprar", disse Battistel.

O responsável por câmbio do banco Banif/Primus, Rodrigo Trotta, citou ainda uma certa preocupação dos investidores com os diversos indicadores a serem divulgados nos próximos dias.

Entre os dados a serem publicados nos Estados Unidos, há índice de preços, produção industrial e ata do Federal Reserve.

"E tem a bolsa despencando, então é normal ter uma pressãozinha no câmbio", acrescentou.

A Bolsa de Valores de São Paulo recuava quase um por cento no fim da tarde, de olho no declínio dos preços de commodities.





Fonte: Reuters

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