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Repórter News - reporternews.com.br
Internacional
Sexta - 13 de Outubro de 2006 às 01:29

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A China confirmou que seus soldados mataram uma pessoa que tentava cruzar do Tibet para o Nepal de maneira ilegal, mas afirmou que os tiros foram dados em legítima defesa.

Segundo informou hoje a agência estatal de notícias "Xinhua", o incidente aconteceu em 30 de setembro, quando um grupo de 70 tibetanos tentava atravessar de maneira ilegal a fronteira entre a China e o Nepal, na região autônoma tibetana.

Os soldados tentaram convencer os emigrantes a retornarem a suas casas, mas estes se negaram, e atacaram os militares, que foram obrigados a defender-se e feriram dois ilegais.

Um dos feridos morreu no hospital, devido à falta de oxigênio, enquanto o outro está se recuperando. Não foram reveladas as identidades nem as idades das vítimas.

Organizações de direitos humanos afirmam que os guardas dispararam indiscriminadamente contra o grupo indefeso, no qual havia crianças, mulheres e monges.

A Human Rights in China (HRIC) assegura que uma jovem religiosa morreu e várias pessoas ficaram feridas no ataque. Pelo menos dez crianças foram detidas.

O Centro de Refugiados Tibetanos em Katmandu diz que os mortos são dois: uma religiosa e uma criança de 13 anos.

Segundo a HRIC, entre 2 mil e 3 mil tibetanos fogem a cada ano da China para a Índia, através do Nepal, devido à repressão que sofrem no Tibet, território ocupado em 1951 pelas tropas comunistas chinesas para "abolir milhares de anos de servidão sob a teocracia budista", de acordo com a versão oficial de Pequim.




Fonte: Agência EFE

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