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Meio Ambiente
Terça - 10 de Outubro de 2006 às 23:59

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O dia de hoje é 19 de agosto de 4703 na China, onde a forma tradicional de contar o tempo convive com a ocidental, uma dualidade criticada pelo cientista Zhang Gongyao, que pediu o fim do calendário chinês de quase 5 mil anos.

Zhang Gongyao, da Universidade de Zhongnan, apresentou a sua proposta num recente artigo publicado pela revista Journal of Dialectics of Nature, da Academia Chinesa de Ciências. E está causando uma grande polêmica.

"A vida secular não tem por que ser guiada por dois diferentes calendários. O resultado é uma grande confusão social, especialmente na área administrativa", argumentou Zhang.

Um contrato de aluguel que não deixe claro se segue o calendário ocidental ou o chinês, por exemplo, pode permitir disputas judiciais entre locador e inquilino.

Além disso, Zhang, habitual colaborador de publicações científicas chinesas, destaca que a manutenção de um calendário baseado sobretudo na Lua, enquanto o ocidental é solar, "dá base a atividades supersticiosas, como a adivinhação".

"O calendário lunar não tem base astronômica aceitável, é complicado e deficiente", disse o especialista, que já recebeu críticas de setores tradicionalistas da sociedade chinesa.

O calendário chinês é basicamente lunar, com meses de 28 dias. O seu Ano Novo, principal festa da cultura chinesa, começa sempre na Lua Nova, normalmente no fim de janeiro ou início de fevereiro. No entanto, apresenta também características do calendário solar ocidental, como a divisão em 12 meses, semanas de sete dias, e celebrações especiais nos equinócios e solstícios.

Além disso, o calendário chinês tenta "não ficar para trás" em relação ao solar ocidental. Por isso, a cada dois ou três anos acrescenta um 13º mês. Este ano, por exemplo, houve dois meses de julho no calendário oriental.

O especialista prevê que, caso a China continue com o calendário tradicional, em 2033 haverá um paradoxo temporal. Os astrônomos chineses serão incapazes de acrescentar de forma lógica o mês "adicional" necessário.

Zhang, conhecido por se opor a tradições e superstições, também pediu em outras ocasiões o fim de outro piar da civilização chinesa: a medicina tradicional.





Fonte: EFE

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