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Agronegócios
Sexta - 25 de Agosto de 2006 às 09:06

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O algodão retomará, na safra 2006/07, parte de sua área perdida para a soja no Mato Grosso desde 2003. Com a redução das lavouras de soja estimadas em até 1 milhão de hectares, por produtores e analistas naquele estado, o algodão será a alternativa mais rápida dentro do contexto do estado líder na produção nacional de algodão. Para a consultoria Safras & Mercado, o estudo de intenção de plantio para a próxima safra mostra uma área plantada saindo dos 880,1 mil hectares da safra 2005/06 para 939,6 mil hectares para o ano-safra de 2006/07. Aumento de 6,7%. No Mato Grosso o aumento será de 20% da área plantada.

Aliado a isso, há fatores inéditos que valorizam o produto, como o encarecimento da fibra sintética, feita e influenciada a partir do petróleo e também preços futuros melhores no mercado internacional.

"Há dois motivos fortes que incentivam a decisão de migrar para o algodão no Mato Grosso. Os preços futuros, que já são maiores nas bolsas internacionais e uma estrutura já montada para o algodão de alguns produtores da região", disse o analista de mercado da Safras Miguel Biegai.

"A migração para o algodão é complicada, já que as máquinas usadas nesta cultura não podem ser aproveitadas em outras lavouras. Mas no Mato Grosso há estrutura montada porque o algodão está apenas retomando parte da área tomada por outros grãos em 2004", disse o analista.

Ajuda pública maior

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na hoje o último leilão de Prêmio de Equalização Pago ao Produtor (Pepro) para a cadeia do algodão, encerrando um ciclo de cinco intervenções para auxílio da comercialização e sustentação de preços. Até agora, foram vendidas 433 mil toneladas da fibra, com subvenção de R$ 8,25 por arroba, o que totalizou um dispêndio de R$ 238 milhões.

Com as 27 mil toneladas que serão ofertadas no próximo leilão, a ajuda aos produtores chegará a R$ 253 milhões. O coordenador geral de Oleaginosas e Fibras da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Sávio Pereira, afirmou que todas as metas para o setor foram atingidas.

"Além de apoiar as 460 mil toneladas acertadas com a Câmara Setorial do Algodão, também inauguramos uma nova modalidade de leilão, com pagamento de prêmio direto ao produtor", disse.

Os leilões sustentaram os preços do algodão em épocas em que a arroba estava abaixo do mínimo estabelecido pelo governo, de R$ 44,60. A subvenção oficial ajudou a minimizar as perdas. As ações também contribuíram para manter a atratividade da cultura.

O apoio oficial ao algodão é o maior em duas décadas.





Fonte: Gazeta Mercantil

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