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Meio Ambiente
Sexta - 25 de Agosto de 2006 às 03:55

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A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, chamou hoje de "calamidade nacional" a pior maré negra da história do país, causada pelo naufrágio de um petroleiro com 2 milhões de litros de petróleo.

"A Petron (companhia petrolífera filipina) e o dono da embarcação devem limpar imediatamente a área do desastre. Peço à Brigada de Guimarães e ao almirante Arthur Gosingan, da guarda costeira, que cuidem dos problemas ambientais e sanitários", disse a governante filipina, segundo o comunicado divulgado por seu escritório de imprensa.

O navio Solar I naufragou dia 11 de agosto no estreito de Guimarães, cerca de 500 quilômetros ao sul de Manila, devido a fortes ondas.

O navio está a cerca de 900 metros de profundidade, fora do alcance da capacidade humana e material das Filipinas, cujas autoridades pediram a ajuda internacional.

A Petron atribuiu ao dono da embarcação a responsabilidade legal pela tragédia ecológica e humana. A empresa contratou um navio japonês com capacidade de alcançar o Solar I, que poderá revelar seu estado. Mas ele só chegará às Filipinas no domingo ou na segunda-feira.

O almirante Gosingan confirmou esta semana que o petroleiro vaza de 200 a 300 litros de petróleo por hora desde que seu casco sofreu novas fissuras, na segunda-feira passada. A imprensa filipina fala de 350 mil litros já derramados no mar.

O Conselho Coordenador de Desastres Nacional (NDCC) confirmou em seu último boletim que 313 quilômetros de linha litorânea, 1.448 hectares de mangues e 15,8 quilômetros de recifes foram poluídos.

"A recuperação dos mangues pode levar de 30 a 50 anos. Alguns ecologistas duvidam que eles possam chegar algum dia a recuperar o estado que apresentavam antes da maré negra", diz o NDCC.

A presidente filipina, que deve visitar amanhã a região afetada, anunciou hoje hospitais móveis e outras ajudas para "aliviar o sofrimento e salvar vidas".

"Trata-se de uma calamidade nacional que exige a cooperação e solidariedade de todos os filipinos. Primeiro vamos cuidar das necessidades mais urgentes, para depois discutir responsabilidades", disse Macapagal Arroyo.




Fonte: EFE

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