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Esportes
Quarta - 12 de Julho de 2006 às 09:36

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Passada a euforia inicial, seguida do fiasco do Brasil na Copa, a elite do futebol nacional retoma as atividades hoje após um inédito período de folga durante o Campeonato Brasileiro desde a adoção da fórmula dos pontos corridos, em 2003.

O recesso era apresentado por alguns treinadores, como o palmeirense Tite, que aproveitou o período para fazer análises táticas da Copa para programas de TV, como um trunfo para preparar melhor os elencos.

E, considerando que os clubes não adotaram estratégias uniformes durante o período, é esperado que, a partir desta noite, o Campeonato Brasileiro teste a estratégia de cada um.

Enquanto os holofotes estavam na Alemanha, houve quem aproveitasse para lucrar, caso do Flamengo, finalista da Copa do Brasil, que fez amistosos no Norte e no Nordeste.

Por outro lado, o São Caetano, que trouxe o técnico Emerson Leão no período, foi o único da elite nacional que não fez amistosos ou jogos-treino.

Curiosamente, a equipe que mais brilhou nos jogos não-oficiais durante o recesso, foi o paranaense J. Malucelli, que está na Série C do Brasileiro, com vitórias sobre o Paraná (3 a 0) e Atlético-PR (3 a 2).

E não foram só os clubes da capital paranaense que passaram o período sem vencer.

Vice-líder do certame, o Internacional, obteve um empate (2 a 2, com o Marcílio Dias) e uma derrota (1 a 0 para o Avaí), enquanto seu arqui-rival, o Grêmio, empatou duas vezes (1 a 1 com o Camboriuense e com a Ulbra) e perdeu para a Ulbra por 3 a 0 em pleno Olímpico.

Nos elencos, também houve mudanças, com destaque para o lanterna Santa Cruz, que, além do técnico, apresentou dez novos reforços --mesmo número de atletas dispensados.

Ao lado dele, como recordista em novos contratados, está a outra equipe nordestina da competição, o Fortaleza.

Já o Santos preferiu estratégia oposta: mandou gente embora sem trazer ninguém para reposição. O campeão paulista foi a única equipe que não se reforçou durante o período.

No ranking de dias de folga, quem teve menos descanso foram os jogadores do líder Cruzeiro, do Grêmio, do Vasco, do Botafogo e do Palmeiras, com uma semana de inatividade.

Entre os clubes que tiveram mais tempo de descanso, duas semanas, aparecem dois paulistas: Ponte Preta e São Paulo.





Fonte: Folha de S. Paulo

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