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Internacional
Domingo - 25 de Junho de 2006 às 21:40

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Um comboio formado por grandes caminhões carregados com veículos leves e outros apetrechos militares japoneses chegou neste domingo ao Kuait procedente da base de Samawa, na primeira etapa da anunciada retirada japonesa dessa cidade do sul iraquiano.

A Agência de Defesa do Japão, citada pela agência de notícias Kyodo, informou que o comboio partiu hoje de Samawa carregando os veículos e o material de trabalho utilizados na base japonesa na cidade iraquiana da Província de Muthana.

O comboio viajou protegido por uma escolta armada, mas a maior parte dos 600 militares japoneses destacados em Samawa ainda permanece nas instalações no Iraque.

Em 20 de junho, o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, anunciou a retirada militar do sul do Iraque, onde as tropas japonesas trabalharam na reconstrução de Samawa desde o início de 2004.

As tropas japonesas localizadas em Samawa tinham a proibição expressa --determinada pela Constituição pacifista do país-- de participar de ações bélicas.

Apesar disso, a missão militar japonesa ao Iraque foi a maior enviada pelo Japão a outro país desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A razão apresentada por Koizumi para ordenar a retirada foi que o novo governo iraquiano já obteve as competências de segurança militar correspondentes à Província de Muthana, o que muda a situação das forças estrangeiras ali posicionadas.

Até agora, a proteção da base japonesa estava a cargo de forças britânicas e australianas.

A retirada se refere aos homens e ao material que estavam em Samawa. O processo de retirada deve ser concluído em julho.

No entanto, continuará o apoio logístico com vôos de transporte de tropas e mercadorias feito por três aviões C-130 e 200 militares da Força Aérea japonesa com base no Kuait.

Koizumi disse que o Japão aumentará sua capacidade militar no Kuait para garantir o transporte de pessoal militar e civil dos Estados Unidos e da ONU, sobretudo como ponte aérea para Bagdá e Irbil (no norte curdo do Iraque).

Durante o tempo em que estiveram posicionados em Samawa, os militares japoneses ajudaram na reconstrução de escolas e outros edifícios, forneceram medicamentos e proporcionaram assistência médica e sanitária à população local, trabalhado com o tratamento de água em alguns bairros.

Este trabalho, no entanto, não foi positivamente avaliado por grande parte da população japonesa, que desde o princípio viu com receios o apoio incondicional de Koizumi ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Em alguns momentos, até 69% dos japoneses rejeitaram a presença militar do Japão no Iraque, devido ao perigo que as tropas corriam e à aparente violação dos princípios básicos da Constituição pacifista.





Fonte: EFE

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