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Internacional
Domingo - 18 de Junho de 2006 às 06:00

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O Governo iraniano ainda está analisando a oferta dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e da Alemanha e reiterou que não há nenhum ultimato para dar uma resposta, segundo disse hoje em sua entrevista coletiva semanal Hamid Reza Asefi, porta-voz do Ministério de Exteriores.

Asefi lembrou que a única via para chegar a um acordo em relação ao polêmico programa nuclear é "o diálogo aberto e sem condições prévias" e que o Irã "não renunciará a seus direitos". "Não houve nenhum ultimato e não foi estabelecida nenhuma data.

Nós daremos a resposta depois que tivermos analisado a oferta de forma precisa", ressaltou Asefi.

O porta-voz lembrou que a proposta é analisada "com seriedade e detalhadamente" pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo Organismo de Energia Atômica do Irã. A oferta foi feita pelos membros permanentes do Conselho de Segurança - EUA, Rússia, Grã-Bretanha, França e China - mais a Alemanha. "Quando chegar a uma conclusão, a República Islâmica dará rapidamente a resposta", afirmou. Asefi reiterou que o Irã "não renunciará a seus direitos" e que o envio do programa nuclear do país ao Conselho de Segurança foi "ilegal".

Asefi se referiu às recentes declarações do Líder Supremo da república, Ali Khamenei, que advertiu que um eventual ataque contra o Irã traria como conseqüência graves problemas para o trânsito de petróleo pelo Golfo Pérsico, dando a entender que o Irã poderia bloquear esta via vital.

Asefi lembrou que a alternativa de transportar o petróleo pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez "não é rentável", e acrescentou que o trânsito de energia se baseia em sua própria lógica, que é somente a rentabilidade.





Fonte: EFE

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