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Politica Brasil
Sexta - 26 de Maio de 2006 às 08:44
Por: Sônia Figueiras

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A Procuradoria Geral da República enviará à Câmara dos Deputados, na próxima semana, os primeiros dossiês de deputados suspeitos de envolvimento direto no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas desbaratado pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga.

Neste primeiro grupo, estarão os casos mais graves, como o do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), que nos documentos apreendidos pela Polícia Federal tem seu nome associado a dezenas de repasses de dinheiro que, somados, chegam a R$ 437 mil. Capixaba teve um funcionário preso durante a operação.

O acordo fechado entre os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, é de que o Ministério Público Federal (MPF) envie à Câmara todos os casos de deputados sujeitos a indiciamento ou denúncia ao Supremo sob a acusação de participação nas fraudes.

Embora vá aguardar a remessa dos casos pelo MPF, a corregedoria da Câmara já tem sua lista de referência. Segundo o deputado Givaldo Carimbão (PSD-AL), o relatório da comissão de sindicância encarregada de investigar o envolvimento de parlamentares nas fraudes ficou pronto na mesma terça-feira em que Rebelo e Renan bateram o martelo na decisão de repassar à procuradoria a incumbência de concluir as investigações e apontar os deputados gravemente envolvidos. O relatório, de autoria do deputado Robson Tuma (PFL-SP), aponta cerca de 40 parlamentares suspeitos, passíveis de investigação e eventual enquadramento na acusação de quebra de decoro, punida com a perda do mandato. Ontem, Tuma repassou ao procurador-geral da República a íntegra do seu relatório, com mais de 1.800 páginas.





Fonte: AE

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