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Internacional
Domingo - 16 de Abril de 2006 às 09:00

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O ex-ministro italiano Roberto Calderoli, membro do partido populista Liga do Norte, levantou neste domingo uma nova polêmica sobre as eleições legislativas ao afirmar que 45.000 votos foram atribuídos de forma ilegal à coalizão de centro-esquerda, liderada pelo vencedor da votação, Romano Prodi. Segundo o ex-ministro das Reformas, 45.580 votos da lista da Liga da Aliança Lombarda, pertencente à coalizão de Prodi, para a Câmara dos Deputados não deveriam ter sido contabilizados a nível nacional.

"Esta lista concorreu apenas em uma circunscrição da Lombardia, por isso não pode ser levada em consideração a nível nacional", afirmou Calderoli à imprensa italiana.

Na Câmara dos Deputados, a aliança de Prodi conseguiu uma vantagem de apenas 25.000 votos sobre a Casa das Liberdades, coalizão do atual primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

chefe de Governo italiano pediu a recontagem de milhares de cédulas que não foram atribuídas a nenhum partido nem classificadas como votos em branco.

De acordo com Calderoli, como os votos da Liga da Aliança Lombarda não devem ser contabilizados, a Casa das Liberdades tem uma vantagem de pelo menos 20.000 votos na Câmara dos Deputados.

Segundo o ex-ministro, a lei eleitoral prevê que sejam consideradas as circunscrições únicas apenas nas regiões onde existem minorias lingüísticas, o que não é o caso da Lombardia, na região de Milão.

A coalizão de centro-esquerda de Prodi rebateu as declarações de Calderoli em um comunicado, no qual afirma que a lei não prevê em nenhum caso um mínimo de circunscrições para apresentar as listas.





Fonte: EFE

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