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Agronegócios
Terça - 24 de Janeiro de 2006 às 09:15

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Oito pesquisadores do Museu Goeldi identificaram o processo de avanço dos sojeiros sobre as áreas de floresta da Amazônia. Os invasores costumam utilizar áreas já desmatadas oriundas de pastagens ativas ou abandonadas e capoeiras, que são convertidas em campos de soja. Uma etapa importante é a fundiária: as terras tituladas geralmente estão em nome de pecuaristas ou de pequenos produtores rurais. O financiamento, porém, é público, pelos Bancos da Amazônia e Brasil.

Na região da rodovia Belém-Brasília, o perfil do empresário que investe no plantio de grãos oscila do médio ao grande produtor, geralmente com experiência na cultura e ex-pecuarista oriundo da área ou do sul do país. Foi detectado que nas áreas griladas ocorre a exploração ilegal de madeira. Os lotes são adquiridos geralmente por intermediários para regularização fundiária de maneira fraudulenta, usando órgãos públicos e cartórios. Os lotes, depois disso, são agregados e repassados para sojeiros fazerem o plantio.

Os métodos pouco ortodoxos para a formação de campos de soja na região da rodovia Santarém-Cuiabá (BR 163), parte da Transamazônica e planalto de Santarém são quase semelhantes aos usados na Belém-Brasília. O perfil dos produtores é que varia um pouco. Geralmente, trata-se de pequeno e médio produtor oriundo do centro-oeste brasileiro ou “expulso” do sul do país pela valorização das terras de lá.

Maracutaia - Um caso emblemático de grilagem de terras do Pará foi denunciado pelo Ibama, envolvendo um servidor do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). Ele responde a processo administrativo e deverá ser demitido a bem do serviço se ficar comprovada sua responsabilidade no episódio. Para que o suposto crime fosse praticado foi criada uma tal Cooperativa Oeste do Pará (Cooepa). O grupo já teria demarcado e se apossado de mais de 120 mil hectares de terras na Gleba Nova Olinda, região do rio Arapiuns, em Santarém.

O grupo se preparava para desmatar uma grande área de floresta nativa, que serviria primeiro à exploração ilegal de madeira e depois para o plantio de soja. Eram cobrados R$ 300 por mapas e R$ 72 mil por cada lote de terra de 2.500 hectares.





Fonte: O Liberal

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