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Economia
Terça - 24 de Janeiro de 2006 às 07:59
Por: Juliana Scardua

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A Petrobras deverá lançar este mês licitação para a construção de um duto de transporte de derivados de Petróleo entre Paranaguá (PR) e Cuiabá. O empreendimento prevê um aporte de US$ 500 milhões (R$ 1,160 bilhão) e quase 4 mil km em tubulação até a Capital do Estado. O projeto se insere no conjunto de licitações em novas obras programado pela Petrobras para este ano, com um pacote total estimado em US$ 8 bilhões. A previsão é de que o custo com o frete para o transporte de combustíveis no Estado seja reduzido em até 45% após a ativação do duto.

O projeto prevê o trajeto saindo de Paranaguá, passando por Londrina (PR), Campo Grande (MS) e chegando a Cuiabá. Caso todo o combustível consumido em Mato Grosso fosse transportado pelo duto, a movimentação poderia atingir 2,210 bilhões de litros. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), entre janeiro e novembro de 2005, foram consumidos em óleo diesel 1,621 bilhão de litros e outros 341,509 milhões de litros de gasolina no Estado. É aberta ainda a possibilidade de escoamento mais barato do álcool hidratado produzido no Estado.

No caso da gasolina, o custo do transporte rodoviário hoje é de R$ 0,1615 por litro, sendo R$ 0,11 por litro gastos com a vinda da gasolina pura de Paulínia (SP). É acrescido R$ 0,05 por litro do combustível com o transporte do álcool anidro das usinas até a distribuidora, que será misturado na gasolina. "Mas o transporte por dutos é sem dúvida o mais barato e seguro do mundo", avalia o secretário adjunto de Desenvolvimento da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), José Epaminondas Conceição.

Ele declara que o duto até Cuiabá já poderia ser uma realidade há anos, caso a Petrobras não tivesse recuado na construção de um ramal entre Brasília e Mato Grosso. A decisão levanta suspeitas de uma possível intervenção política do Mato Grosso do Sul nas negociações com a estatal para mudar o traçado.

"Seriam apenas 1 mil quilômetros contra 4 mil. Apesar de cobrar o projeto em 2005, não tivemos resposta e nem fomos chamados para discutir o assunto". Após diversas ligações, a reportagem não conseguiu repercutir o assunto com à Petrobras. A Secretaria de Infra-estrutura informa que ainda não recebeu informações sobre o projeto.(Com Agência Estado)




Fonte: A Gazeta

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