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Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Sexta - 20 de Janeiro de 2006 às 07:20

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O setor agropecuário registrou o segundo maior déficit de empregos formais em 2005, com saldo negativo de 4,218 mil vagas. No ano o ramo de atividade admitiu 65,101 mil trabalhadores enquanto 69,319 mil foram demitidos. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Homero Pereira, as demissões eram esperadas devido à redução na atividade econômica provocada pelos problemas cambiais decorrentes da valorização do real perante o dólar e pela queda nos preços das commodities agrícolas no mercado internacional.

Os produtores de soja, por exemplo, deixaram de ganhar US$ 494,53 milhões em 2005 somente em função da queda do preço em dólar da oleaginosa. Em 2004 o quilo da commodity foi exportado em média a US$ 0,27. No ano passado o valor baixou para cerca de US$ 0,24, ou seja, uma perda de US$ 0,03 por quilo de soja comercializado.

Além disso, a pecuária também passa por um momento delicado devido à estagnação no preço da arroba do boi e ao aumento nos custos de produção, conforme o consultor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo. Contudo o reflexo das demissões partiu principalmente da agricultura, uma vez que a pecuária absorve menos mão de obra. O presidente da Famato lembra ainda que o perfil das contratações na pecuária é diferente ao da agricultura, que opera de maneira sazonal. "Na pecuária os empregos são mais estáveis".

Em terceiro lugar com mais demissões que contratações aparece a construção civil, que acumulou no saldo negativo de 1,727 mil postos formais de trabalho. De janeiro a dezembro de 2005 foram abertas 16,668 mil vagas e fechadas 18,395 mil. Timo destaca que a falta de investimentos públicos no segmento é um dos principais entraves à geração de emprego, além da carência de crédito ao mercado imobiliário que também prejudicou o segmento.

Os serviços de utilidade pública (energia elétrica) registraram um déficit de 141 postos de trabalho em 2005. Foram contratados 901 funcionários e desligados 1,042 mil. Já os setores de comércio e serviços obtiveram o melhor resultado na geração de emprego no ano passado. Juntos os ramos de atividade acumularam saldo positivo de 4,314 mil vagas. As contratações somaram 109,652 mil e as demissões 105,338 mil. Outros 2 segmentos tiveram saldo positivo na geração de empregos: o extrativista e a administração pública, com superávit de 211 e 101 vagas, respectivamente.(AM)




Fonte: A Gazeta

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