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Economia
Quarta - 23 de Novembro de 2005 às 09:34
Por: Fernando Itokazu

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A lista de países que adotaram algum tipo de restrição a produtos brasileiros devido à febre aftosa aumentou com a inclusão de Líbano e Marrocos. Agora são 51 países que adotaram embargo.

Líbano anunciou que não irá mais comprar carnes bovina e suína do Mato Grosso do Sul e o Marrocos restringiu a carne bovina do estado, além das do Paraná e de São Paulo. As exportações para o Líbano no ano passado somaram US$ 25,477 milhões, equivalentes a 11.871 toneladas. Os dados do Ministério do Desenvolvimento mostram ainda que não foram registradas vendas para o Marrocos em 2004.

Além da entrada dos dois novos países, a Argentina endureceu suas medidas. Anteriormente, o embargo valia para carne e produtos das cinco cidades interditadas em Mato Grosso do Sul (Eldorado, Japorã, Mundo Novo, Iguatemi e Itaquiraí). Agora a restrição incluiu todo o Estado, além de Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A notícia da ampliação do número de países com restrições comerciais e o endurecimento da posição argentina ocorreu um dia após o ministério divulgar o relaxamento do embargo de Israel.

Apesar disso, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse não considerar que a situação esteja piorando. "Há uma lenta evolução nesse processo em função do problema do Paraná".

A definição sobre a existência ou não de febre aftosa no Paraná deve ocorrer em nove dias, segundo a previsão do ministro. Serão feitos novos exames em amostras de 211 animais. Rodrigues disse que, enquanto não houver uma definição clara sobre o assunto, não serão enviadas missões aos países para tentar derrubar os embargos. “Vão perguntar: ‘E o Paraná?’ Daqui a uma semana. Então volta daqui uma semana".

Uma falha técnica poderia dar margem a interpretação dúbia ou errada, segundo o ministro. "Quero ter todos os elementos técnicos esgotados no limite máximo para convidar qualquer pessoa, qualquer país, sem medo de ter sanção", disse Rodrigues.

Depois, sobre a decisão de proibir até mesmo produtos de Santa Catarina, único estado do Brasil classificado como livre de febre aftosa sem vacinação, Rodrigues afirmou que só poderia lamentar. "Eu não acho nada, fechou só. O que eu posso achar? Não posso achar nada. Lamentar só".





Fonte: Da Folhapress

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