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Sábado - 19 de Novembro de 2005 às 10:14
Por: José Ribamar Trindade

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A mulher que denunciou o escândalo da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), que também ficou conhecido como a “Máfia do Cloro”, possui, nada mais, nada menos do que duas Carteiras de Identidades. O pior, no entanto, é que suas fichas teriam desaparecidos misteriosamente de dentro do Instituto de Identificações de Mato Grosso. A empresária Gisuene Aparecida Ribeiro da Silva, nascida em três de março de 1962, em São Jorge, no Paraná (PR), também usa o nome de Gislaíne Aparecida Ribeiro.

As duas Carteiras de Identidades foram fornecidas pelo Instituto de Identificação de Mato Grosso (MT). Na primeira Identidade ela nasceu na cidade de São Jorge, no Paraná. Na segunda ela nasceu na cidade de Dois Vizinhos, no mesmo Estado.

Estranho, no entanto, que nas duas identificações, apesar de mudar o nome e parte do sobrenome, ela coloca nos dois documentos Luiz Ribeiro Holanda, como pai, e Iracema Guedes Ribeiro como mãe.

Na primeira Identidade consta apenas um detalhe como alteração: Ela usa o sobrenome da mãe de Ribeiro entre o Guedes e o Holanda. O pai, as datas de nascimentos e as assinaturas são as mesmas nas duas identificações.

O que chamou a atenção da reportagem do Site 24 Horas News, no entanto, foi o fato de Gisuene, mesmo sabendo que era portadora de duas Carteiras de Identidades e de correr o risco de ser descoberta, mesmo assim ainda fez uma denúncia contra uma pessoa para quem trabalhava.

O que também chamou a atenção da reportagem, foi o fato da documentação dela, mesmo sendo indiciada pela Polícia Civil e denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), não ter sido checada. Agora, inclusive, existem suspeitas de que ela possa ter usado outros nomes falsos em outros negócios, o que será investigado pela Polícia.

Com o nome de Gisuene, dona de uma firma chamada Masaico Química, Comércio, Transporte e Prestação de Serviços, a mulher ganhou uma concorrência, deixando para trás a empresa Fátima Comércio, Transportes e Serviços Ltda-ME, pela qual ela também era representante como procuradora legal através de procuração pública assinada pelo empresário Aníbal Cardoso, dono da Fátima.

Outro detalhe que também chamou a atenção da reportagem, foi o fato de Gisuene ter dado entrada com a documentação em nome da empresa dela, todos legais, sem nenhum problema, enquanto os documentos da empresa Fátima apresentados por ela mesma estavam irregulares. Conclusão: A Fátima perdeu a concorrência.

Nas investigações, a Polícia descobriu que havia sumido um cilindro de 900 quilos de cloro de dentro da Sanecap, e que o mesmo havia sido entregue pela empresa Mosaico a Companhia de Águas da cidade de Tangará da Serra (Médio Norte, a 240 km de Cuiabá).

O sumiço do cilindro não veio à tona de imediato, só comas investigações da Polícia. Mesmo tendo denunciado a suposta “Máfia do Cloro”, e de ter recebido o benefício da delação premiada, Gisuene não foi perdoada. Muito pelo contrário, ela foi indiciada e denunciada.

Leia ainda: Mesmo com procuração revocada, mulher ainda agiu em Tangará da Serra





Fonte: 24 HorasNews

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