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Nacional
Segunda - 23 de Maio de 2005 às 20:25
Por: Christiane Samarco

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Brasília - Está confirmada para quarta-feira, às 10 horas, a sessão em que será lido o requerimento para criação da CPI dos Correios. Os líderes da base aliada prevêem que será uma sessão "longa e nervosa".

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já avisou aos aliados que vai comportar-se como magistrado em relação à questão. "Não serei vanguarda da oposição nem líder do governo", afirmou Renan. "Meu papel é institucional, e eu seguirei à risca o regimento e defenderei a Constituição". Com isso, quis deixar claro que não vai interferir em favor do Palácio do Planalto.

O governo está trabalhando em três frentes para barrar a CPI. A primeira delas é a investida para parlamentares governistas retirarem assinaturas do requerimento de apoios à criação da CPI. Mas, diante da larga margem de apoios já obtida pelos partidos de oposição no requerimento, setores do governo insistem, também, na estratégia de esvaziar a sessão de instalação e dar, assim, mais tempo ao Planalto para tirar apoios.

Entretanto, o governo já trabalha, para o caso de também isso falhar, com a hipótese de tirar o quórum da CPI. Como terá uma pequena maioria entre os membros do Senado que integrarão a CPI e uma maioria um pouco mais larga entre os representantes da Câmara na comissão de investigação, o governo pensa em boicotar os trabalhos da CPI logo após sua instalação, impedindo que o plenário do órgão tenha quórum suficiente para eleger seu presidente.





Fonte: Agência Estado

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