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Economia
Segunda - 23 de Maio de 2005 às 09:37

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O preço do leite deve subir ainda mais nos próximos 30 dias em Mato Grosso. De acordo com a Associação de Supermercadistas no Estado, a alta deve chegar a 10%. O consumidor reclama dos preços, mas os pecuaristas afirmam que o reajuste não cobre as despesas e pedem mais incentivos fiscais.

Uma caixa de leite, do tipo longa vida, custa de R$ 1,70 a R$ 2. Já o saquinho de um litro custa por volta de R$ 1,10. Os preços são considerados altos pelo consumidor e baixos pelo produtor. Para eles, o aumento deveria ser de 35% para cobrir os custos com medicamentos para o rebanho, produtos para a correção do solo, manutenção de equipamentos, embalagens e salários. Com o período de seca, o alimento que falta no pasto é substituído por mais ração.

De acordo com os cálculos do pecuarista Manoel Augusto, o preço do leite nos últimos 13 anos subiu 25%. Já os custos para manter toda a estrutura necessária para produzir o leite aumentaram 300%. Por causa dessa diferença, muitos produtores desistiram do negócio. Os produtores se queixam de falta de uma política de preços mais justa e de incentivos do governo. "Hoje os investimentos na pecuária leiteira são individuais. Muito pouco o governo tem amparado e nos auxiliado nesta área", disse o pecuarista Manuel Augusto.

O incentivo para os produtores de leite existe por meio do programa Pró-Leite, mas muitos pecuaristas não conseguiram se inscrever. O superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Júlio César Malheiros, explica que o programa está passando por uma reformulação que vai facilitar o cadastramento para os médios e pequenos produtores. Sobre o incentivo fiscal de 85% do ICMS para os produtores, 40% vão para a indústria e 60% para os pecuaristas.

"Para os produtores, principalmente do interior, fica difícil fazer o cadastramento porque precisa de certidão negativa e coisas que os produtores não vão conseguir fazer. Queremos retirar isso. É uma proposta da Secretaria para facilitar principalmente o pequeno produtor para ter acesso a esse incentivo", revelou Malheiros. A previsão é que as mudanças no Pró-Leite entrem em vigor em quatro meses.





Fonte: RMT Online

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