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Economia
Segunda - 23 de Maio de 2005 às 09:01
Por: Adriana Patrocínio

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Enquanto na maior parte do país houve grandes perdas nas lavouras de grãos, a Bahia deve registrar esse ano um volume de produção recorde, de 5,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume da produção de grãos para a safra 2004/2005 é o maior já registrado no estado, tendo a soja como carro-chefe, com 2,5 milhões de toneladas.

As maiores taxas de crescimento em relação à última safra de Verão (2003/2004) foram da mamona, com incremento de 49%, algodão (23,7%) e feijão (20%). De acordo com dados do IBGE, a produção de soja teve crescimento de produção e de área colhida de aproximadamente 6%, passando de 2,36 milhões de toneladas para cerca 2,5 milhões de toneladas. Já o rendimento se manteve estável em 2.880 quilos por hectare.

Atualmente, a Bahia é o segundo produtor brasileiro de algodão, ficando atrás apenas do Mato Grosso. De acordo com o IBGE, a safra estimada para 2004/2005 é de 871,3 mil toneladas, enquanto a anterior alcançou cerca de 704,2 mil toneladas.

Já a área de produção de mamona cresceu 10%, de 148 mil hectares para 163 mil hectares, aproximadamente. Graças ao ganho de produtividade, a safra aumentou 49%, saindo de 114 mil toneladas para 170,2 mil toneladas.

A Bahia é o principal produtor brasileiro de mamona, responsável por cerca de 85% do que é colhido nos país. A produção de feijão também cresceu em relação à safra de Verão 2003/2004, passando de 330,7 mil toneladas para cerca de 397 mil toneladas. O rendimento médio melhorou 42% - de 470 quilos por hectares foi para 664 quilos por hectares.

O assessor de agronegócios da Associação de Agricultores e Irrigantes do Oeste da Bahia (Aiba), Ivanir Maia, avalia que a safra recorde de grãos do estado - bastante impulsionada pela produção do oeste - se deve principalmente às boas condições climáticas, aliadas ao aumento de área para agricultura e às melhorias tecnológicas.

No entanto, a agricultura baiana vem se defrontando com um fator negativo, que é a redução de preços, devido à queda do dólar. "Como o mercado interno é balizado pelo mercado internacional, os produtores estão enfrentando um "desequilíbrio de contas", já que compraram os insumos quando o dólar estava em alta, e agora estão tendo que vender os produtos por preços que não pagam os custos de produção", diz Maia, ressaltando ainda que a Bahia, ao contrário da maioria dos estados produtores, quase não acumulou perdas devido à ferrugem asiática, muito por conta da aplicação os resultados das pesquisas no campo.





Fonte: 24 Horas News

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