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Economia
Terça - 26 de Abril de 2005 às 18:14
Por: Adriana Chiarini

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Brasília - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje a redução dos juros cobrados nas operações de crédito. Esta queda decorre da redução dos spreads das operações - diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e as taxas de captação. Segundo o presidente da instituição, Guido Mantega, as novas taxas já estão valendo a partir de hoje e vão vigorar até 31 de dezembro deste ano.

O BNDES tem um spread médio de crédito, segundo Mantega, entre 3% e 4% ao ano. Contudo, ele não sabe ainda qual será o spread médio do banco depois das reduções de taxas aprovadas ontem em reunião de diretoria do banco. Segundo ele, aAs mudanças são variadas por programas ou setores.

No programa de modernização do parque industrial nacional (Modermaq), por exemplo, o spread do BNDES foi reduzido de 1,25 ponto percentual para 0,25 ponto percentual por ano. Com isso, as taxas de juros nesse programa passarão de no máximo 14,95% ao ano para até 13,95% ao ano.

Nas exportações a remuneração básica do BNDES diminui de 2% para 1,5% ao ano em financiamentos das operações pré-embarque e pré-embarque especial com grandes empresas e financiamentos a bens de capital. Também nas exportações, a aplicação do percentual mínimo de moeda estrangeira das empresas brasileiras de grande porte caiu de 40% para 20%. Os outros 80% ficarão vinculados à taxa de juros de longo prazo (TJLP).

Crítica aos bancos

Mantega disse ainda que o spread médio cobrado pelos bancos no Brasil "é um absurdo". Ele argumentou que, devido à insegurança jurídica e econômica que havia no passado no Brasil, foram gerados os altos spreads, mas atualmente os bancos já teriam segurança suficiente para trabalharem com spreads menores. Ele citou que dentro do "arcabouço institucional" que dá segurança aos bancos estão a Lei de Falências e a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Mantega evitou usar a expressão empregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ontem declarou que as pessoas deveriam "levantar o traseiro" e trocar de banco para combater as altas taxas de juros.





Fonte: Agência Estado

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