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Economia
Domingo - 24 de Abril de 2005 às 12:42
Por: Raquel Teixeira

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Rondonópolis, MT - Adequar as necessidades do produtor rural às novas tecnologias em máquinas e equipamentos agrícolas é um dos passos que as empresas do setor buscam, ao colocar no mercado equipamentos que tenham quesitos básicos para essa área, aliando conceitos como versatilidade, desempenho e inovação. São equipamentos e máquinas agrícolas com tais características que os produtores de Mato Grosso - e também de países vizinhos, como a Bolívia – puderam conferir durante a Agrishow Cerrado 2005, que começou no dia 19 e terminou neste sábado (23.04), no Parque de Exposições "Wilmar Peres de Farias", em Rondonópolis (220 km ao Sul de Cuiabá).

Os grandes fabricantes do setor apresentaram, na maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, o desempenho e as inovações que, nas últimas duas décadas, vêm proporcionando ao campo a mesma modernidade aplicada nos centros financeiros e tecnológicos urbanos. Colheitadeiras, tratores, plantadeiras, pulverizadores, aplicadores de fertilizantes contam com modernos recursos que garantem ao produtor mais rentabilidade no plantio e também no manejo da lavoura.

Diversos fabricantes apresentaram, durante a Agrishow, as últimas novidades, como motores agrícolas movidos a biocombustível, colheitadeiras com tração – diferencial que garante ao produtor o manejo da máquina e aceleramento da colheita mesmo em regiões de solo úmido ou de difícil acesso.

Uma das novidades trazidas é o trator MF 5290, lançado há um mês pela Massey Ferguson no Brasil. A versatilidade da máquina traduz-se pela utilização tanto na agricultura, quanto na pecuária. "Faz tudo o que um trator comum faz, porém, com essa vantagem. Por isso, a preocupação da empresa em fabricar, com alta tecnologia, uma máquina que, para o produtor, seja realmente útil", destacou o engenheiro de Vendas da empresa, Eduardo Sousa Filho.

A preocupação da empresa, conforme Sousa Filho, é oferecer soluções fáceis, adequadas e rápidas para a colheita de várias culturas - e com pouco investimento. Um exemplo é a colheitadeira MF 38, equipadas com diversos recursos, como sistemas elétricos de alta confiabilidade, funções automáticas, que permitem ao operador utilizar com a máquina em toda sua capacidade, obtendo alto rendimento com baixo custo.

A colheitadeira é a única fabricada totalmente no País e que tem, entre seus recursos, o gerenciamento de precisão. O sistema computadorizado permite o registro apurado do rendimento, levando ao produtor a saber o quanto colhe, como pode administrar melhor a lavoura com redução de custos e aumento da produtividade. "São aplicações urbanas levadas ao campo, gerenciando as informações e deixando operador da máquina e produtor permanentemente informadso e em condições de executar ações sempre que o rendimento e a qualidade do trabalho saírem dos eixos", explicou.

Ao implantar nas máquinas equipamentos para agricultura de precisão, a intenção é que o produtor possa dispor de um mapeamento completo da lavoura, com apuração de cada ponto e, assim, conferir mais otimização aos recursos agrícolas disponíveis. Esses modelos de colheitadeiras fazem o mapeamento e, por meio dele, traçam um diagnóstico completo, sendo possível o controle de todos os passos, do plantio a colheita e a aplicação de fertilizantes, sementes e agroquímicos. "É o manejo inteligente da lavoura, com a utilização de recursos tecnológicos aliados à profissão do engenheiro agrônomo, o que proporciona ao produtor saber o quanto ele pode avançar e perceber as diferenças em sua lavoura", ressaltou o engenheiro, acrescentando ainda que, com a rastreabilidade, é possível integrar todas as informações de que o produtor necessita, conferindo mais valor à produção. "Mais do que simplesmente criar novas máquinas, é preciso agregar novas tecnologias dentro da necessidade de cada mercado, de modo a atender as especificidades que surgem conforme avançam as demandas", observou Eduardo de Souza Filho.

Além da tecnologia aplicada, outra preocupação é proporcionar boas condições de trabalho para operador do equipamento. As colheitadeiras são totalmente climatizadas e com isolamento acústico, o que permite ao operador trabalhar com mais qualidade, garantindo maior rendimento.

Outra vantagem apresentada pelas máquinas MF 38 é a de realizar a colheita em qualquer condição de terreno e de plantio, adequando-se a diferentes culturas. Um exemplo são as utilizadas pelo produtor de Sorriso, Clementino Pressi, que foram usadas na colheita de soja e arroz de sequeiro, em área nova e bastante acidentada, porém, conseguiu colher grãos com qualidade.

CAPACITAÇÃO - Para operar e utilizar adequadamente todos os recursos de uma máquina agrícola, garantindo melhor desempenho e produtividade, e principalmente, inserir dezenas de profissionais no mercado de trabalho, uma parceria do Governo do Estado com as empresas fabricantes e distribuidoras está capacitando trabalhadores, por meio do Projeto Parceria Rural, desenvolvido pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Cidadania. O curso já formou centenas de homens e mulheres na operação de máquinas e equipamentos agrícolas, inclusive, em agricultura satelital de precisão.

"Somente investindo em capacitação como essa que, aliás, o Governo do Estado está promovendo tão bem, é que pode haver a geração de ganhos sociais para ambos, produtor, trabalhador e Estado", elogiou Sousa Filho.

MERCADO – Com capacidade para colher até quatro mil sacas de soja por dia, as recentes colheitadeiras MF 38 têm 70% dos modelos exportados para países da União Européia. As máquinas são exclusivamente fabricadas e montadas no Brasil, na cidade gaúcha de Santa Rosa, pela AGCO, maior fabricante de tratores da América Latina e também a maior exportadora. Na fábrica, são produzidas cerca de 350 máquinas por mês.

O mercado matro-grossense responde 15% das vendas internas tendo, somente em 2004, absorvido a compra de 1.200 tratores da marca. "Como fronteira agrícola, Mato Grosso conta com todas as condições para permanecer e garantir a sustentabilidade da agricultura brasileira", garantiu Eduardo.

A qualidade e a tecnologia empregada nas máquinas e equipamentos brasileiros atraem produtores rurais de países vizinhos, como Saúl Morales, da cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra. Ele vem várias vezes ao Brasil, principalmente, em feiras agrícolas como a Agrishow Cerrado, para conhecer os equipamentos disponíveis no mercado. "O Brasil tem hoje a melhor tecnologia nessa área. Por isso, busco sempre conhecer as novidades daqui. Na Bolívia, não contamos com recursos e Mato Grosso apresenta a melhor alternativa, também pela proximidade", afirmou o produtor, que planta em Santa Cruz cerca de 5 mil hectares de soja.




Fonte: Secom - MT

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