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Internacional
Sábado - 16 de Abril de 2005 às 18:04

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Alarmado com a escalada dos preços do petróleo, o presidente dos EUA, George W. Bush, pediu neste sábado que o Congresso aprove o mais rápido possível uma nova lei de Energia que permita fazer frente à crescente demanda.

Em seu discurso de rádio dos sábados, Bush reconheceu que "as famílias e as pequenas empresas americanas estão sentindo os efeitos do aumento dos preços da gasolina", quano o barril (159 litros) de petróleo do Texas está acima dos 50 dólares.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), que faz neste fim de semana sua assembléia de primavera com o Banco Mundial, indicou que o preço do barril não cairá a longo prazo e oscilará entre os 67 e os 96 dólares em 2030 em termos nominais (entre 39 e 56 dólares em termos reais, descontada a inflação).

Em sua reunião paralela à assembléia do FMI e o BM, os ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7) países mais desenvolvidos classificaram a alta do petróleo como uma barreira à economia.

Na próxima semana, o Congresso tem previsto debater uma nova lei de Energia, depois que uma proposta apresentada por Bush durante seu primeiro mandato não foi adiante.

O próprio presidente tem previsto abordar a situação e as atitudes para melhorar o fornecimento energético na quarta-feira, em um discurso ante a Conferência Legislativa de Câmaras de Comércio Hispânicas em Washington.

"A prosperidade americana depende de fontes de energia confiáveis, seguras e acessíveis", indicou Bush em sua alocução de rádio, onde acrescentou que "hoje em dia nossas necessidades energéticas crescem mais do que nossas fontes internas são capazes de produzir".

A lei de Energia que o Congresso aprovar, afirmou o presidente, deve fomentar o uso de tecnologia que permita a economia energética e uma maior produção em território dos EUA respeitando o meio ambiente.

Os EUA também devem ser "menos dependentes de fontes estrangeiras de energia", indicou Bush, ao lembrar que nos últimos três anos o consumo de energia no país aumentou 4%, enquanto sua produção caiu 1%.

"Isso quer dizer que uma maior proporção da energia que usamos vem de fora. Para satisfazer nossas necessidades energéticas e fortalecer nossa segurança nacional, devemos tornar os EUA menos dependentes de fontes estrangeiras de energia", assinalou o presidente, que foi um empresário petroleiro no Texas.

A nova legislação também deve diversificar a provisão de energia mediante o desenvolvimento de fontes alternativas, como o etanol, e deve promover o uso de energia nuclear "limpa e segura".

Essa lei deve igualmente "nos ajudar a encontrar atitudes melhores e mais confiáveis de fornecer a energia aos consumidores" e permitir modernizar a infra-estrutura.

"Insto o Congresso a solucionar suas diferenças e aprovar uma lei de Energia que contribua para tornar os EUA um lugar mais seguro e próspero", afirmou o presidente.

Bush tem previsto se reunir no próximo dia 25 em seu rancho de Crawford (Texas) com o príncipe herdeiro saudita, Abdullah, que exerce as funções de regente ante a doença de seu irmão, o rei Fahd.

Os preços do petróleo e o aumento da produção serão os grandes temas do encontro.

Na sexta-feira passada, o secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, afirmou que seu país procura vias alternativas de produzir eletricidade e combustível de origem não fóssil para conseguir uma energia mais limpa e que libere os EUA de sua dependência do petróleo estrangeiro.

Uma das propostas que estavam no projeto de lei de Energia apresentado por Bush em seu primeiro mandato contemplava, entre outras coisas, autorizar a prospecção e a extração de petróleo na Reserva Natural Ártica do Alasca.

O Congresso, dominado pela maioria republicana, parece disposto a aprovar este ponto, depois que o Comitê de Recursos da Câmara de Representantes votou favoravelmente sobre ele na quarta-feira passada.





Fonte: EFE

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