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Repórter News - reporternews.com.br
Meio Ambiente
Quarta - 30 de Março de 2005 às 04:58

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Brasília - Será apresentado hoje às 10h30 na sede da Codevasf em Brasília o relatório do Programa Millennium Ecosystem Assessment (Avaliação Ecossistêmica do Milênio). O documento mostra que está comprovado cientificamente: 60% dos serviços dos ecossistemas do planeta - tais como água doce, pesca, regulação do solo e do clima - registram alto grau de degradação ou são usados de forma insustentável e esse processo nocivo tende a agravar-se nos próximos 50 anos, colocando em risco a sobrevivência das futuras gerações.

O relatório será distribuído em todos os países. No Brasil, ele será apresentado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pelos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde. Desenvolvido com o apoio da ONU, WBCSD (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável), Nasa, e em parceria com outras instituições empresariais, acadêmicas e da sociedade civil, o Millennium Ecosystem Assessment é o maior estudo científico já realizado sobre os ecossistemas mundiais.

Lançado oficialmente no início deste milênio pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o programa é resultado de uma minuciosa avaliação feita por 1.300 cientistas de 95 países. Os cientistas alertam no relatório que "qualquer progresso conseguido em relação aos objetivos da erradicação da pobreza e da fome, da melhoria da saúde e proteção ambiental é pouco provável que seja sustentável se a maior parte dos serviços dos ecossistemas nos quais se assenta a humanidade continuam a deteriorar-se". Advertem ainda que caso esse processo de degradação ambiental não seja revertido, dificilmente será possível o cumprimento das Metas do Milênio, estabelecidas em reunião realizada em 2000 na sede da ONU e ratificadas dois anos mais tarde, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Johanesburgo, na África do Sul.

Embora as provas científicas sejam ainda incompletas, são suficientes para os especialistas avisarem que a contínua degradação de 15 dos 24 serviços de ecossistemas analisados aumenta a possibilidade de mudanças climáticas bruscas que irão afetar seriamente o ser humano. Entre as conseqüências, os cientistas citam como exemplo o aparecimento de novas doenças, mudanças repentinas na qualidade da água, o aparecimento de zonas marinhas biologicamente mortas ao longo da costa, o colapso dos bancos de pesca e as alterações climáticas regionais.




Fonte: Agência Brasil

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