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Economia
Quarta - 02 de Março de 2005 às 07:20
Por: Anelize Moreno

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Mesmo sendo o maior produtor nacional de bovinos, Mato Grosso responde por apenas cerca de 8% de todo o couro comercializado no país. Para agravar o problema da baixa produção, o Estado não consegue agregar valor ao produto. Por isso em torno de 90% do couro mato-grossense é vendido como matéria prima, ou seja,em estágio primário de curtimento, também chamado de Wet Blue.

Esse é o panorama da produção de couro em Mato Grosso apresentado ontem pela coordenadora do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Creusa Batista, durante o lançamento do Programa Brasileiro de Qualidade do Couro, organizado em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

De acordo com Creusa, a produção de couro é mais lucrativa que a de carne. Ela explica que com a pele retirada de cada boi é possivel duplicar o rendimento. Isso acontece porque o couro é espesso, por isso é dividido ao meio. Assim, a pele de um único animal forma duas mantas de couro, uma oriunda da parte interna e outra da parte externa do revestimento animal.

Para a coordenadora do CICB, apenas com o produto final do couro bovino de um único animal é possível pagar, com folga no faturamento, o valor do boi inteiro. Com a pele de um animal é possível produzir cerca de 35 pares de sapato, afirma Creusa. Se cada calçado for vendido a US$ 14 o faturamento final chega aos US$ 490, o equivalente a cerca de R$ 1,4 mil. "Por isso é necessário trazer os curtumes para o Estado" destaca. Mato Grosso possui apenas nove estabelecimentos, segundo dados da CICB, o que equivale a 1,1% de todos os curtumes existentes no país.




Fonte: A Gazeta

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