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Repórter News - reporternews.com.br
Polícia Brasil
Sábado - 26 de Fevereiro de 2005 às 15:42

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Assalto frustrado a agência do Bradesco transformou o bairro do Canela num cenário de guerra, com balas perdidas, quatro pessoas feridas e três policiais mortos

Três soldados da Polícia Militar executados a tiros, quatro outras pessoas feridas também a balas e mais cinco medicadas em estado de choque foi o resultado de um ataque agressivo de uma quadrilha formada por pelo menos dez bandidos que tentaram assaltar a agência Bradesco, da Rua João das Botas, no Canela, na manhã de ontem. O tiroteio teve resistência apenas de um vigilante do banco, instalando pânico na área e deixando dezenas de buracos de balas de fuzis AR-15, metralhadora e pistolas em fachadas e vidraças da agência bancária e de outros prédios.

O PM Renato dos Santos Lopes, 35 anos, morreu ao dar entrada na COT, onde os dois colegas de farda Wellington Barbosa dos Santos, 32, e Laelço José dos Santos, 36, não resistiram durante cirurgias. O taxista Zenivaldo Emerêncio da Silva teve a face transfixada por uma bala perdida, enquanto os transeuntes Claudemiro Lima da Cruz, 73, e Walter Othens Chaves, 44, foram atingidos na cabeça e no braço esquerdo, respectivamente. Já o petroquímico Gilton Carvalho, 33, foi ferido nas costas com estilhaços de balas. O bando usou pelo menos três carros e quatro motos para fugir sem deixar pistas. Os três soldados eram lotados no 18ºBPM (Centro Histórico).

A ação, que parecia ser bem planejada mas configurou-se em desastre, teve início por volta das 10h, quando seis dos bandidos chegaram defronte ao banco na picape Ranger cabine dupla de placa HZV-4570. Alguns desceram e se dirigiram para os policiais, já de armas em punho, tendo um dos vigilantes do banco percebido a ação e reagido com tiros na direção da Ranger. Sem ter tempo sequer de sacar suas armas, os soldados Wellington e Laelço, que estavam na entrada de um estacionamento e voltados para o banco, foram crivados de balas.

Supostamente ao perceberem que o assalto não mais daria certo, os ladrões voltaram para a Ranger, atirando em várias direções, principalmente contra o vigilante, que recuou para o interior da agência. Contudo, um dos bandidos não mais conseguiu subir na picape e correu na direção da Reitoria da Ufba. Antes de entrar no Palio de "placa fria" JPO-5825, ocupado por mais três comparsas e que estava dando cobertura ao grupo da Ranger, se deparou com o soldado Lopes, que vinha em socorro aos colegas.

Os dois se viram frente-a-frente na esquina e entraram em luta corporal, tendo o militar se precipitado no asfalto. Nos segundos seguintes, um dos bandidos que estavam no Palio andou na direção de Lopes e o fuzilou na cabeça, a curta distância, com tiros de sub-metralhadora. Em seguida, o Palio partiu em disparada com quatro ladrões dentro, em direção ao Garcia, seguindo a Ranger e deixando o rastro de sangue na Rua João das Botas. Lopes já deu entrada sem vida na COT, há cerca de 30m de onde foi baleado. Seus dois colegas foram direto para mesas de cirurgia, com diversas perfurações à bala, falecendo cerca de uma hora depois.

Assustados, assim como dezenas de pessoas na rua, funcionários e clientes foram deixando o banco. Quatro mulheres foram encaminhadas para a COT, onde foram medicadas com calmantes. Os ânimos se acirraram mais ainda com a chegada de dezenas de policiais, dando início à caçada aos criminosos. Pouco antes do meio-dia, a Ranger e o Palio foram localizados no final da rua sem saída Dom Manoel, no Garcia. Segundo moradores, nove bandidos deixaram os carros, se juntaram a mais dois que estavam ali há horas, desceram uma escadaria que dá acesso à Avenida Centenário, ao lado do 5º Centro de Saúde, e partiram em um taxi e quatro motos que os aguardava.





Fonte: Correio da Bahia

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