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Economia
Sexta - 29 de Outubro de 2004 às 07:35
Por: Clarice Navarro Diório

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A economista Amyra El Khalili, dirigente da Organização Não Governamental CTA (Consultants, Traders and Advisors), e também coordenadora do Projeto BECE – Brazilian Environmental Commodities Exchange (Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais), profere hoje palestra, em Cáceres, a partir das 13h30 horas, no auditório da AABB, com entrada franca.

A coordenação do evento é da Empaer, em parceria com o Incra, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e os escritórios Plantec e Oesteplan, e a palestrante vai abordar seis tópicos: definir o que são commodities convencionais, o que são commodities ambientais, demonstrar a inter-relação entre commodities convencionais e ambientais, marketing e agribusiness versus marketing e ecobusiness, meio ambiente e reforma agrária e o Projeto BECE.

Na visão do Projeto BECE, a única forma de impedir a ocorrência de crimes ambientais é gerando emprego e renda alternativos de manejo, para as populações locais, abrangendo o pequeno e o médio produtor. “Se tem alguém que pode impedir o desmatamento, por exemplo, é a população que está no local, que é a guardiã. Ela conhece o ecossistema”, salienta Amyra.

Dentro dessa visão, o BECE criou um centro de comercialização específico, não bastando a produção em condições sustentáveis. Deve haver um local onde haja certificação, credenciamento, treinamento e orientação para as pessoas. Elas devem ter acesso à comunicação, deve saber formar preço e equalizar as relações entre meio ambiente e agricultura. A commodity tradicional é privada. A ambiental, cooperativada, socializada, atingindo pessoas que antes não tinham acesso.

Commodities são mercadorias padronizadas para compra e venda, regularizadas, tributadas, classificadas, certificadas e padronizadas. Dependem de tecnologia e pesquisa. A comoditização pressiona os pequenos e é sempre concentrada nos grandes, mas por meio dos fóruns que estão sendo realizados por todo o País, muitos pequenos produtores, antes excluídos do mercado já estão produzindo commodities ambientais, e sendo preparados para agir como agente negociador.

Engenheira financeira, a palestrante trabalhou durante 20 anos no mercado de futuros e de capitais, sendo uma das primeiras operadoras de pregão da BM&F. Filha de palestino, militante de grupos de paz de árabes e judeus, ela já foi indicada ao prêmio Nobel e é líder do movimento Mulheres pela Paz no Mundo.

Commodities ambientais está dividida em sete matrizes, água, energia, biodiversidade, madeira, minério, reciclagem e controle de emissão de poluentes. Da matriz é gerado o insumo que produz a commodity. Cada região tem suas características. Em Cáceres, cabeceira do Pantanal, os organizadores pretendem mostrar a importância ainda maior do compromisso com a preservação do meio ambiente, por meio de uma consciência coletiva.




Fonte: Diário de Cuiabá

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