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Economia
Sexta - 22 de Outubro de 2004 às 17:17

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O governo brasileiro quer uma solução de curto prazo para os embaraços comerciais com a Argentina, no caso dos produtos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras de roupa). Esses itens de fabricação brasileira estariam sendo preteridos por lotes fornecidos por outros países.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, essa prática tem sido motivo de preocupação para o país. “O fato concreto é que nenhuma lavadora (de roupa) brasileira entrou na Argentina no mês passado”, informou. Ele não informou se o Brasil tomará alguma medida a respeito do assunto.

Furlan disse que a questão deve ser levada à mesa de negociações. Ele revelou que sua expectativa é de que nas reuniões bilaterais, realizadas a cada 45 dias, sejam superados os entraves. Para o ministro, os interesses mútuos devem preponderar sobre as divergências isoladas, pensando nos benefícios de longo prazo.

“Esses pequenos entraves precisam ser revistos no curto prazo e o convite que fiz ao Lavagna (ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna) para a vinda dele ao Brasil é justamente para pensar o Mercosul com mais longo prazo, em estratégias comuns, e não simplesmente com brigadas de apagar incêndios, como ia acontecer”.

Furlan também projetou um quadro otimista para 2005. Ele disse que espera crescimento econômico para a Argentina e para o Brasil em níveis superiores a 5%. Ele voltou a destacar que a consolidação dos avanços que o Brasil vem obtendo com o crescimento das exportações, em mais de 50% sobre 2002, depende da continuidade dos investimentos, e a variação cambial é relevante nesse sentido.

As declarações do ministro foram dadas logo após participar da solenidade de criação do Conselho de Fabricantes de Autopeças no Mercosul (Mercoparts), no pavilhão de exposições do Parque Anhembi. O conselho tem à frente o presidente do Sindicato dos Fabricantes de Autopeças do Brasil (Sindipeças), Paulo Butori, e funcionará como uma espécie de fórum para harmonizar os interesses do setor, visando os grandes mercados mundiais.

Durante o ato, o presidente da Associação dos Fabricantes de Autopeças da Argentina, Rodolfo Achile, sugeriu que os líderes dos demais segmentos também busquem a integração.




Fonte: Agência Brasil

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