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Agronegócios
Domingo - 22 de Agosto de 2004 às 13:48

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O Sistema de rastreabilidade adotado pelo Brasil reforçou o potencial de exportação de carne bovina que, em 2004, deve ultrapassar US$ 2 bilhões. Os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideram o ranking de animais rastreados, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Nos últimos dois meses, as estatísticas divulgadas pelo ministério reforçam o acelerado crescimento nos indicadores do comércio exterior de carne bovina.

A receita com as exportações de carne bovina deve ultrapassar os US$ 2 bilhões previstos para 2004.

Os valores acumulados nos últimos 12 meses até junho de 2004 indicam um crescimento de 69% no valor exportado, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. No primeiro semestre deste ano, as exportações de carne bovina chegaram a US$ 1,088 bilhão, resultado 30,7% superior aos US$ 643,7 milhões registrados em igual período de 2003.

Cadastramento

Parte deste desempenho é reflexo da implantação, há dois anos, do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov).

Neste período, quase 90 mil propriedades foram cadastradas no sistema e mais de 40 milhões de cabeças de gado bovino são mantidas no Bando Nacional de Dados do Sisbov (BND), de um total estimado de 189,3 milhões de cabeças.

O sistema atende 60% do mercado em volume e, nos últimos dois anos, recuperou 60% do valor em vendas. O resultado é compartilhado por parte dos produtores, da indústria e do governo.

Este avanço permitiu ao Brasil rastrear o equivalente a quase 4 vezes todo o rebanho do vizinho Uruguai (11,5 milhões de cabeças), num período relativamente curto. A iniciativa brasileira levou Argentina, Uruguai e México a adotar medidas semelhantes.

A crise na pecuária bovina após o aparecimento de BSE (vaca louca) e a entrada do Brasil em mercados servidos pelos Estados Unidos, levou o governo norte-americano a investir US$ 11,64 milhões na implantação de um sistema nacional de identificação animal (National Animal Identification System - NAIS) que será monitorado inicialmente em 29 estados do país e depois se tornara obrigatório para todos os bovinos dos EUA.

Dado significativo: além de genuíno, o sistema brasileiro é o melhor disponível no mundo.




Fonte: Folha do Estado

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