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Politica Brasil
Sábado - 12 de Junho de 2004 às 09:39
Por: Rubens de Souza

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Agora se transformou apenas numa questão de tempo. Todas as senhas que o empresário Jorge Pires de Miranda precisava para entender que sua candidatura a prefeito de Cuiabá naufragou já foram dadas. A principal delas do senador Jonas Pinheiro, presidente do Diretório Regional. “Nunca deixei o companheiro Blairo Maggi na mão” – disse. Há algumas semanas, outro líder do PFL, o prefeito de Várzea Grande, Jaime Campos, declarou que não permitiria que o partido fosse conduzido para o “suicídio eleitoral” e dava como certo um entendimento com o PPS.

A questão envolvendo o candidato socialista, o deputado Sérgio Ricardo, persiste. Parte do PFL não consegue tolerar a candidatura do parlamentar. Nesse processo há mágoas pela meteórica e conturbada passagem de Sérgio Ricardo pelo PFL, onde tentou por tudo, sem êxito, ser o candidato a prefeito da sigla – acabou abandonando a sigla sem dizer “tchau” e olhar para trás. Mas há também questão outras. “Ele não passa confiança” – dizem vários pefelistas.

Na sexta-feira, durante reunião dos pré-candidatos a vereador, um documento foi emitido em favor da candidatura de Pires de Miranda. Esse documento estaria funcionando como uma espécie de processo de mãos limpas, tipo “viemos até aqui contigo, mas...”. Além de críticas ao candidato do PPS, os pré-candidatos a vereador esperam até terça-feira uma definição sobre a candidatura própria. Terça-feira, em verdade, segundo altas fontes do PFL, deverá ser o dia – no mais tardar quarta-feira – que Pires de Miranda, a exemplo do que fez Carlos Brito, chamará uma entrevista coletiva para dizer que estará deixando a disputa eleitoral.

Uma frase dita pelo pefelista na sexta-feira resume o estado de espírito: “Se o PFL apoiar o PPS respeito à decisão, mas não apoio o Sérgio Ricardo”, declarou Jorge Pires. Pires de Miranda deverá integrar o grupo de “candidaturas implodidas” que externarão apoio ao deputado Wilson Santos, do PSDB – bloco que poderá contar com o deputado Carlos Brito, do PPS; e Marcelo de Oliveira, do PMDB, nomes “fritados” nesse processo. Outro que pode compor o bloco é Robério Garcia, do PTB.

A pré-candidatura de Pires de Miranda foi “implodida” pela própria falta de representatividade. Os números das pesquisas indicam que o nome não decolou e que a disputa está mesmo restrita a três candidaturas. Pelo sim, pelo não, vão abraçar os eleitores os candidatos Wilson Santos, do PSDB; Sérgio Ricardo, do PPS; e Alexandre César, do PT. Fora isso, são acessório eleitorais. O quarto candidato na disputa é Totó Parente, do PMDB.

Com o PFL indicando o candidato a vice, o médico e vereador Barão Viegas, conforme 24 Horas News havia revelado com exclusividade, a aliança liderada pelo PPS será a maior de Cuiabá. Inclusive no que diz respeito a tempo na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão. A estratégia é “sufocar” os adversários, não deixar tempo para se apresentarem e isola-los no que diz respeito a apoio político. Os socialistas, além do PFL, contam com o apoio de nove “nanicos”.




Fonte: 24 HorasNews

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