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Politica Brasil
Quarta - 09 de Junho de 2004 às 14:00

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A fuga de 39 detentos, no fim de semana, da Cadeia Pública do Carumbé, em Cuiabá, foi o estopim para a retomada de entendimentos quanto ao destino da unidade. Em reunião ontem entre o governador Blairo Maggi e os deputados estaduais, o parlamentar Carlos Brito (PPS) reapresentou proposta de desativação do Carumbé. A idéia, amplamente discutida, recebeu a adesão do chefe do Executivo e dos deputados presentes à primeira visita de cortesia de Blairo à Assembléia Legislativa após o retorno de viagem ao exterior.

“Não há mais o que se fazer”, admitiu o governador, ao concordar que nem mesmo nova reforma resolveria o risco de fugas e da falta de condições de segurança à sociedade que vive no entorno da cadeia.

A alta densidade populacional é um dos argumentos utilizados por Brito, além da capacidade esgotada de reclusão do presídio e da desvalorização imobiliária na localidade. “A área está no coração de Cuiabá e cercada por milhares de habitantes. Além disso, a superpopulação dos presídios provoca rebeliões e insegurança à população. Caso não seja desativado poderá causar maiores problemas. É questão de tempo”, explicou, ao se referir às rebeliões que vêm acontecendo em diversas penitenciárias do Brasil.

Na avaliação do parlamentar, uma reforma na cadeia resultaria em mais custos que benefícios ao Estado e à sociedade. Atualmente, o Carumbé abriga 448 detentos, duas vezes mais que sua capacidade que é de 216 homens.

Ainda ontem, o governador Blairo Maggi determinou que equipe da Secretaria de Justiça e Segurança Pública realize estudos sobre a desativação da área e a construção de nova unidade.

Histórico – Como membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Carlos Brito (PPS) intermediou negociações que resultaram no fim de quatro rebeliões nos presídios Pascoal Ramos e Carumbé. Remonta dessa época, em 2001, a defesa do deputado da retirada de unidades prisionais da área urbana da cidade.

“Não é desagregação. Pelo contrário, defendo a criação de áreas de segurança nas quais sejam impedidas a existência de conglomerados habitacionais, comerciais e educacionais”.




Fonte: Assessoria

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