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Agronegócios
Terça - 18 de Maio de 2004 às 15:10
Por: Suzi Bonfim

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Diante da grande demanda por recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e do volume extremamente restrito de dinheiro disponível, o Conselho de Desenvolvimento Agrícola (CDA) da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (Seder) definiu 14 áreas prioritárias para investimento e, aquelas que tiverem outras linhas de crédito no sistema financeiro, terão os projetos redirecionados. “Com os recursos do FCO vamos financiar, prioritariamente, as áreas que não têm alternativas de crédito. Priorizar, mas sem cometer injustiças”, assegurou o secretário de Desenvolvimento Rural, Homero Pereira.

A demanda no FCO Rural, em Mato Grosso, de produtores de médio e grande porte, é de mais de R$ 620 milhões, a maior parte provém de projetos na área de pecuária (aquisição de matrizes e aviários). Se computados o valor de recursos que está sendo analisado pela Câmara de Política Agrícola e Crédito Rural (CPACR), R$ 28,055 mi, o déficit do setor atinge R$ 598 mi. No orçamento do FCO a previsão é a aplicação de R$ 183 milhões, já considerados o acréscimo do governo Federal de R$ 13 milhões, anunciados na reunião conjunta dos conselhos de Desenvolvimento Rural e Empresarial, realizada na manhã desta terça-feira (18/05) na secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (SICME). Deste total, 51% são destinados à mini e pequenos produtores rurais.

Em 2004, até o mês de abril, foram contratados mais de R$ 29 mi em projetos de mini e pequenos produtores, de um total disponível de R$ 48,344 mi. O saldo atual para investimentos, até o final do ano, é R$ 16,582 milhões. Para projetos de médio e grande porte, do orçamento de mais de R$ 92 milhões, resta um saldo de R$ 51,644 milhões, até o momento.

As áreas que terão prioridade no financiamento com recursos do FCO Rural são: aquisição de matrizes e reprodutores, armazenagem, avicultura, aquisição de colheitadeiras de algodão, formação de lavoura de pupunha, aquisição de pulverizadores importados, unidade de beneficiamento de algodão, suinocultura, trator importado, viticultura, instalação de curral, pá carregadeira e correção de solo. Os projetos representam investimentos de mais de R$ 700 milhões, desses, quatro não têm linhas alternativas de crédito: aquisição de matrizes e reprodutores, colheitadeiras de algodão, trator importado e viticultura. Para o secretário de Desenvolvimento Rural, a avicultura é uma das áreas que mais merecem atenção. “A avicultura tem que ser prioridade por que é altamente social e agrega valor ao milho e a soja”, constatou.

PROVEMAIS – A Seder também apresentou ao Conselho de Desenvolvimento Agrícola (CDA), a proposta do novo programa do governo Maggi para financiar atividades que irão agregar valor à produção rural. O Programa de Apoio à Agregação de Valor e Desenvolvimento Rural (Prove Mais), irá segundo o secretário Homero Pereira, num primeiro momento revitalizar 23 projetos financiados pelo extinto Programa de Apoio a Iniciativas Comunitárias (Padic) com recursos do Bando Mundial. Homero Pereira, disse que já estão disponíveis para investir no Prove Mais R$ 600 mil. “Com o Prove Mais pretendemos suprir a lacuna deixada pelo Padic no Estado e, vamos recuperar projetos financiados pelo antigo programa que estão parados porque, afinal, são recursos públicos que foram investidos e não podem ser perder”, destacou Pereira.

O CDA decidiu ainda reduzir o número de Câmaras Técnicas que compõem o conselho. Ao invés de 12, agora são seis câmaras técnicas que irão simplificar e dar mais funcionalidade ao trabalho do CDA. São elas: Política Agrícola e Crédito Rural; Agrotóxicos e Afins; Irrigação; Pecuária; Incentivo e Tributação; Agronegócios da Fruticultura. Os setores que tiverem maior demanda dentro das Câmaras serão discutidos por grupos temáticos.




Fonte: Secom - MT

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