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Politica Brasil
Sexta - 07 de Maio de 2004 às 09:28
Por: Suzi Bonfim

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A demanda por recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), em 2004, até o mês de abril, é de mais R$ 800 milhões. O levantamento que corresponde às cartas-consulta apresentadas ao Banco do Brasil (BB) foi avaliado, nesta quarta-feira (05.05), durante a reunião da Câmara Setorial de Política Agrícola e Crédito Rural, do Conselho Estadual de Desenvolvimento Agrícola (CDA). Os mini e pequenos produtores reivindicam deste total, R$ 22,612 milhões para investimentos na pecuária e produção de hortaliças em Mato Grosso.

Boa parte da demanda registrada pelo BB foi apresentada durante a 3ª edição do Agrishow Cerrado, realizada em Rondonópolis, em meados de abril deste ano, segundo o coordenador da Câmara Setorial, Dimas Gomes Neto. O volume de recursos solicitados produtores de médio e grande porte é de mais de R$ 773.572 milhões e apontam para a estruturação de um setor ainda deficiente no Estado, o de armazenagem. Para a construção de armazéns em propriedades rurais as cartas consulta apresentadas somam R$ 469.830 milhões, em segundo lugar na demanda por recursos está a correção do solo, com uma solicitação de quase R$ 82 milhões. Recursos significativos para investimentos em aviação também estão sendo reivindicados pelos grandes produtores do Estado. Para a aquisição de mais de 50 aeronaves o volume solicitado é de cerca de R$ 54,8 milhões. A cadeia produtiva do algodão é outro setor que quer dinheiro do FCO, com juros a 10,75% ao ano, para aplicar na aquisição de colheitadeiras e na instalação de unidades de beneficiamento do produto.

AGRICULTURA FAMILIAR - Para a Câmara Setorial de Política Agrícola do CDA, um fator positivo deste levantamento é a constatação de aumento da demanda por parte do mini e pequeno produtor mato-grossense. Afinal, 51% do total de recursos do FCO Rural destinado para o Estado tem que ser aplicado na agricultura familiar. Na última reunião da Câmara (05.05), foram analisadas 25 carta-consulta. Das 21 aprovadas, o maior volume solicitado pelo setor é para investimentos em pecuária como na retenção de matrizes no Pantanal - linha cujos critérios para financiamento foram definidos este ano. Os pecuaristas de todo o Estado também querem financiamento do fundo para aquisição de matrizes e reprodutores dentro dos padrões do Programa Mato-grossense de Melhoramento da Pecuária (Prommepe) e para instalação granjas de aves e suínos, no médio norte do Estado. Para a agricultura, o valor das propostas analisadas na quarta-feira, pouco mais de R$ 65 mil, se aprovado, será aplicado na produção de hortaliças no município de Nova Mutum (242 km de Cuiabá).

A taxa de juros para o financiamento do mini produtor, com recursos do FCO, é de apenas 6% para bancar 100% da proposta. Estão enquadrados como mini, produtores com faturamento bruto de R$ 80 mil/ano. O pequeno agricultor também pode financiar 100% do projeto com uma taxa de 8,75% e faturamento anual de R$ 160 mil. Já o médio produtor com renda anual entre R$ 160 e R$ 1 milhão, pode financiar até 90% do valor da proposta com juros de 8,75%. Para o grande, agricultor que anualmente fatura mais de R$ 1 milhão, a taxa de 10,75%, o FCO financia 80% da carta-consulta.

Este ano, o volume destinado a Mato Grosso para o FCO Rural é de R$ 170.194 milhões, deste total, R$ 55,693 milhões já foram contratados, de acordo com dados da Câmara Setorial de Política Agrícola do CDA. O conselho da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder), se reúne dia 18 de maio, para definir as prioridades na aplicação de recursos nas propostas apresentadas por médios e grandes produtores. Mais informações sobre o FCO Rural pelo fone 316.6232 ou pelo site www. seder.mt.gov.br.




Fonte: Secom - MT

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