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Politica Brasil
Terça - 04 de Maio de 2004 às 13:32
Por: Carol Knoploch

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São Paulo - O remake de Cabocla, que estréia na próxima segunda-feira, às 18 horas, na Globo, poderá abordar temas que eram tabu na época da primeira versão, em 1979 - a história se passava em 1926. O principal deles diz respeito à questão da posse de terra, que o autor Benedito Ruy Barbosa sempre abordou em seus folhetins - foi assim desde Meu Pedacinho de Chão, na Cultura (1971), até O Rei do Gado, da Globo (1996), a referência mais famosa ao tema. Em 1979, o conceito do usucapião em Cabocla causou reboliço. "Vamos mexer bem nesta questão política, o que na época não foi possível por causa da censura", afirma o autor, que supervisiona a adaptação da história, agora realizada por suas filhas, Edmara e Edilene Barbosa. O tempo do enredo, dessa vez, é 1918. "Minha maior preocupação com este remake é não estragar o que foi bem-feito."

Benedito conta que finalmente poderá colocar em foco uma cena que a censura proibiu em 1979. "A censura era imbecil demais", afirma o autor. Ele conta que foi impedido, por exemplo, de mostrar uma seqüência de imagens em que Zuca, então vivida por Glória Pires, encontra Luís Jerônimo, de Fábio Júnior, em um quarto da fazenda do coronel Boanerges (Cláudio Correa e Castro). "Ele está tossindo, bem mal, sabe... Mas eles não queriam que aparecesse uma cena de dois solteiros conversando em um quarto. Achavam uma afronta." Agora, com Vanessa Giácomo e Daniel de Oliveira, nos papéis principais, a cena vai se consumar no ar e terá até beijo. "Pessoas de idade me agradecem pela oportunidade de poder rever a novela. E garanto que esta versão será ainda melhor", fala o autor original.




Fonte: Estadão.com

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