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Politica Brasil
Terça - 04 de Maio de 2004 às 10:31
Por: Romilson Dourado

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Numa escala de zero a 10, o governador Blairo Maggi deu sete para o desempenho de sua administração, meio ponto a menos em relação à pontuação que ele próprio atribuiu ao governo em fevereiro deste ano.

"(Essa nota sete) é para dizer que não estou muito bem, mas passei de média", diz o socialista, ao avaliar os 16 meses de sua gestão durante entrevista ao jornalista João Dória Júnior, do Showbusiness, exigido no domingo à noite pela Rede TV!. Ele disse que deu a mesma nota (sete) para cada um dos 24 secretários. Garante também que o contrato de gestão, estabelecendo metas anuais a serem cumpridas, já foi assinado pelos seus principais assessores.

Segundo Maggi, "a avaliação das ruas e dos institutos de pesquisas revelam que o governo estadual está acima de 75% (de popularidade), considerando as opções ótimo, bom e regular". De acordo com o governador, o desafio é chegar ao final do mandato com nota 10.

Blairo Maggi assegura que o contrato de gestão anual feito entre o governo e o secretariado, estabelecendo metas para serem cumpridas sob pena de desligamento do staff, já foi assinado. "Se não cumprir as metas, eu não preciso despedir ninguém. Ele (secretário) pede para ir embora. A vida nas empresas é assim e porque não pode ser assim no poder público?". Alguns secretários afirmam, porém, que não assinaram o documento.

Para acabar com esquema de corrupção, o governador comenta que instituiu pregão eletrônico presencial. "Não existe carta convite. Quem tem a melhor proposta leva (ganha a licitação)". Pelos cálculos de Blairo Maggi, a economia nas aquisições chega em média a 35%. "Em alguns itens, economizamos até 68%".

Na avaliação do governador, a viabilização de consórcios rodoviários, por meio dos quais o governo garante 50% do custo de implantação do asfalto e os produtores custeiam o restante, têm sido "o maior exemplo que Mato Grosso tem dado para o Brasil". Afirma que, com a transferência da responsabilidade da licitação para a iniciativa privada, o Estado fica alheio ao processo, cabendo-o à missão de preparar o projeto e fiscalizar a obra. "O resultado é que obras que tinham sido contratadas no governo anterior por R$ 600 mil o km, estão sendo tocadas agora pela Associação de Produtores por R$ 200 mil o km, e com qualidade".

Blairo Maggi diz que em 2003 foram construídos nesse regime de consórcio 509 km de asfalto e prevê, para este ano, mais mil km. "Somadas todas as pavimentações asfálticas dos outros Estados não chegam ao que conseguimos fazer nesse período".




Fonte: A Gazeta

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