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Economia
Quinta - 29 de Abril de 2004 às 16:43
Por: Eduardo Oliveira Santos

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São Paulo, SP - De cada 60 dólares colocadas num hectare, 800 dólares voltam para o País com a exportação de produtos agrícolas. A afirmação foi feita pelo governador Blairo Maggi, ao ilustrar a grande potencialidade do Estado para o agronegócio, durante palestra no 7º Seminário Anual da Tendências Consultoria Integrada – Agenda para o Crescimento, nesta quinta feira (29.04), no auditório do Hotel Renaissence, em São Paulo (SP).

Maggi destacou, no evento, que Mato Grosso está para o Brasil assim como os “tigres asiáticos” (Japão, China, Taiwan, Hong Kong e Coréia do Sul) estão para mundo. “Mato Grosso terá um crescimento de 10% ao ano. Em nove anos, sairemos de uma produção de 20 milhões de toneladas de grãos e fibras e chegaremos a 45 milhões de toneladas de grãos no Estado. Temos o clima, a terra, o conhecimento e as pessoas que sabem fazer”, garantiu. No seminário, o governador mato-grossense dividiu a mesa de debates com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, por quem foi elogiado pela implantação do que o ministro chamou de "PPP Caipira", o consórcio entre o Governo do Estado e produtores rurais para a construção e a manutenção de rodovias. Furlan lembrou o pioneirismo de Blairo Maggi na realização dos programas de parceira público-privado. Maggi defendeu a realização de investimentos federais no Estado para a expansão da infra-estrutura, observando que, em dez anos, a região em torno de Cuiabá, num raio de cerca de 600 km, deverá responder por mais de 60% da produção agrícola brasileira. Ele apontou como essencial a recuperação e a conclusão da BR-163, o término das ferrovias Norte-Sul e Ferronorte, além da construção da BR-158, que ligará Marabá (PA) a São Luís (MA). Ao justificar o seu empenho na concretização de respostas à deficiência de infra-estrutura, o Blairo Maggi reforçou que o investimento é o caminho para ampliar o retorno financeiro de produtores e, ao mesmo tempo, baratear o preço do produto para o consumidor final: "O Brasil deve gastar, este ano, em torno de US$ 1,4 bilhão em multas, por não carregar e descarregar os navios no tempo certo. É dinheiro suficiente para fazer os investimento que o Centro-Oeste brasileiro necessita hoje, não só na construção das ferrovias, como a Norte-Sul e a Ferronorte, mas também na construção de terminais nos portos do Norte e Sul do Brasil ", esclareceu. O seminário Tendências, que foi coordenado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, teve também a participação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nelson Jobim, do consultor e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, e do presidente da Câmara Brasileira de Investidores em Energia (CBIEE), Cláudio Sales. VITÓRIA NA OMC – O otimismo e a apresentação de soluções criativas foram o tom da apresentação do governador de Mato Grosso, que reconheceu a capacidade de geração de riquezas do setor de agronegócios e que foi o grande responsável pelos resultados positivos da balança comercial brasileira. Maggi lembrou que a grande vitória brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), esta semana, com a decisão do comitê de árbitros que considerou ilegais alguns dos subsídios do Governo americano aos produtores de algodão, partiu de uma ação liderada pelos produtores de algodão de Mato Grosso. A capacidade de encontrar soluções para a deficiência de logística na região para que a produção seja escoada foi demonstrada pelo governador, que prevê a realização de mais mil quilômetros de estradas totalmente asfaltadas, este ano, no Estado, por meio dos consórcios rodoviários. Segundo ele, no ano passado, foram asfaltados 509 km. “Começamos em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), com 90 km, e hoje possuímos 32 consórcios tocadas por nosso PPP Caipiria”, disse, provocando aplausos e risos na platéia de mais de 400 empresários e autoridades. O modelo criado em Mato Grosso, segundo informou Maggi, começa a ser discutido e implantando nos Estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. “Mato Grosso do Sul também começa a discutir o nosso PPP”, revelou.




Fonte: Agência Curado & Associados

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